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segunda-feira, 13 de maio de 2013

Concentração de CO2 na atmosfera ultrapassou a marca dos 400ppm na quinta-feira

De acordo com as medições do Scripps Institution of Oceanography, da Universidade de San Diego, que está monitorando a estação de Mauna Loa, no Havaí, a concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera chegou a 400,03 partes por milhão (ppm) nesta quinta-feira (9).




“É muito simbólico. Este é um ponto em que devemos parar e pensar sobre onde estamos e o que estamos fazendo. É uma marca que nos alerta sobre o que já vinha se construindo na nossa frente há algum tempo”, afirmou Ralph Keeling, responsável pela estação de Mauna Loa, ao jornal britânico The Guardian.



“A ultrapassagem dessa marca é uma lembrança significante do quão rápido – e do quão extenso – está sendo o aumento da concentração de gases do efeito estufa na atmosfera. No começo da industrialização, a concentração de CO2 era de apenas 280ppm. Esperamos que essa marca ajude a trazer uma maior conscientização sobre a realidade científica das mudanças climáticas”, declarou Rajendra Pachauri, presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).



Pesquisadores acreditam que a última vez que a concentração de CO2 esteve acima da marca dos 400ppm foi entre 3,2 milhões e cinco milhões de anos atrás, quando o planeta era muito mais quente do que hoje.



Segundo o IPCC, seria preciso manter a concentração em 350ppm para que as temperaturas globais não subam além de 2oC, o limite de segurança para evitar as piores consequências das mudanças climáticas.


Fonte: http://www.institutocarbonobrasil.org.br/mudancas_climaticas1/noticia=733981

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Ministros reconhecem que mais ações climáticas são necessárias

Declaração final dos Diálogos Climáticos de Petersberg afirma que os esforços existentes não são suficientes para lidar com o aquecimento global e defende iniciativas de REDD+ e eficiência energética






“Os ministros percebem com grande preocupação que as ações atualmente planejadas não são o bastante para limitar o aumento das temperaturas em 2ºC. Para alcançar esse objetivo, todos os países precisam inspirar e possibilitar urgentemente mais ações climáticas, coletivamente e individualmente, com os países desenvolvidos assumindo a dianteira.”



Esse é um dos parágrafos do documento final dos Diálogos Climáticos de Petersberg, evento que reuniu os representantes dos Ministérios de Meio Ambiente de 35 países, incluindo Brasil, Índia, China e Estados Unidos, em Berlim, na Alemanha.



A declaração começa destacando os ganhos relacionados a uma transformação no nosso modo de vida.



“Múltiplas oportunidades econômicas estão associadas à transição para as baixas emissões de gases do efeito estufa e para a economia verde, como a criação de empregos e benefícios para a saúde pública e inovação. Essas mudanças não devem acontecer apenas no que diz respeito à produção, mas também nos padrões de consumo.”



Nesse sentido, os ministros apontam que é necessário o engajamento e o apoio de toda a sociedade nas soluções climáticas. Qualquer ação para mitigar o aquecimento global seria desperdiçada se sua implementação não for completa.



“Elevar a conscientização é fundamental. Uma comunicação proativa com o público é, portanto, essencial”.



Sobre o futuro acordo climático, que deve estar pronto em 2015 para substituir o Protocolo de Quioto em 2020, a declaração afirma que buscar o mínimo denominador comum para o consenso não será o suficiente.



“O novo acordo deve conter fortes incentivos para medidas ambiciosas e para maneiras inovadoras de gerar ações climáticas [...] O tratado deve respeitar o princípio de responsabilidades comuns, porém diferenciadas, levando em conta assim a natureza dinâmica das mudanças climáticas e das responsabilidades, capacidades e circunstâncias nacionais.”



Durante a reunião, a maioria dos ministros destacou a importância da transparência de todas as ações. Mas houve divisão sobre qual deverá ser o primeiro passo, muitos desejam que as nações assumam metas obrigatórias de redução das emissões de gases do efeito estufa, enquanto outros defendem que antes seria necessário estabelecer compromissos nacionais internos.



Iniciativas como o REDD+, o corte no uso de poluentes climáticos de vida curta, como o metano, a busca pela eficiência energética e os investimentos em fontes renováveis de energia foram reconhecidas como uma parte importante da mitigação do aquecimento global e os ministros sugeriram que sejam mais apreciadas dentro das negociação climáticas.



Sobre as negociações em si, o documento final de Petersberg identifica que a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCCC) é o fórum apropriado para os debates.



A próxima Conferência do Clima das Nações Unidas (COP 19) será realizada em Varsóvia, na Polônia, em novembro, e o foco dela também foi discutido pelos ministros.



“Será em Varsóvia que as fundações para o novo acordo climático serão construídas [...] A COP 19 deverá avançar nas definições sobre a estrutura e natureza do acordo de 2015, que deve ser ambicioso, justo e transparente.”

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Estados insulares já sofrem com as mudanças climáticas

Ilhas Salomão, Kiribati, Granada e outras nações mostram sinais claros dos impactos do aquecimento global e cobram investimentos internacionais para minimizar problemas como o aumento do nível do mar






O que você faria se praticamente todos os seus meios de subsistência, alimentação e até mesmo o local onde vive estivessem ameaçados de desaparecer por completo? Pois esse cenário, embora pareça catastrófico, é a realidade de muitos habitantes dos estados insulares de todo o mundo, e a principal causa, as mudanças climáticas.



Para as milhões de pessoas que vivem nas pequenas ilhas do Caribe, Oceano Pacífico e outros arquipélagos similares considerados paradisíacos, a vida muitas vezes está sendo um verdadeiro inferno: os impactos das mudanças climáticas estão deixando os moradores sem opções de trabalho e habitação, e não são raros os casos em que é necessário promover migrações em massa, como nas ilhas Carterets ou em Kiribati.





O caso mais recente está ocorrendo em Granada, no Caribe, onde centenas de pescadores que moram nas regiões costeiras das ilhas que formam o país observam o nível do mar aumentar e prejudicar suas moradias. Esses pescadores estão sendo realocados para novos apartamentos construídos em colinas, o que garante a eles novas habitações mas prejudica seu sustento, já que agora terão que viver muito mais longe da localidade onde trabalham.



Mas as mudanças climáticas não afetam apenas o local de moradia dos habitantes dos estados insulares e suas rotinas de trabalho, mas muitas vezes também a matéria-prima do qual dependem.



De volta a Kiribati, cujo produto interno bruto (PIB) depende 40% da pesca, e às Ilhas Marshall, onde a pesca representa um quarto da renda do país, pode-se perceber que as consequências das mudanças climáticas podem quebrar a economia de uma nação. Nessas ilhas, onde se pesca anualmente cerca de um milhão de toneladas de atum, os estoques de peixe estão sendo particularmente afetados.



“O aumento da temperatura das águas superficiais, que é maior na parte oeste da bacia oceânica, encorajará o atum a migrar para o leste em direção à Polinésia”, colocou Johann Bell, autor de um estudo do Secretariado da Comunidade do Pacífico (SPC) sobre os efeitos das mudanças climáticas na segurança alimentar dessas ilhas.



Segundo Bell, os países da região da Melanésia, como Papua Nova Guiné (PNG) e as Ilhas Salomão, são os que mais sofrerão.



“PNG tem uma grande indústria de conserva, mas em poucas décadas terá que importar atum para mantê-la funcionando. Felizmente pode contar com acordos internacionais favoráveis para comprar [peixe] onde quiser, com baixas taxas.” Outras nações com economias mais incipientes, como Kiribati ou Tuvalu, entretanto, terão perdas financeiras maiores.



A perda desses estoques de peixe está ligada aos impactos das mudanças climáticas nos recifes de corais, que funcionam como grandes viveiros e fonte de alimentos para diversas espécies de criaturas marinhas. Com o aquecimento das águas, muitas espécies migram para águas mais frias, e a maior concentração de CO2 na água prejudica o desenvolvimento tanto dos corais quanto dos animais que os habitam.



De acordo com a pesquisa, a densidade populacional dos recifes deve cair dos atuais 40% para 10% ou 20% até 2050. Em se tratando dos estoques de peixes de rio, a queda está relacionada à alta taxa de crescimento populacional nas ilhas.



Infelizmente, a pesca não é a única fonte de alimentação que está ameaçada pela elevação do nível do mar causada pelas mudanças climáticas. A agricultura também está sendo seriamente afetada, tanto devido ao avanço do mar em locais cultiváveis quanto ao sal da água marinha, que prejudica os vegetais. Os habitantes estão tendo que cultivar espécies de plantas que são mais resistentes às novas condições, como mandioca, inhame, batata-doce e banana.



“As mudanças climáticas trazem novas restrições para colheitas, que estão sujeitas a pressões ecológicas imprevisíveis como secas, concentrações de sal mais altas, temperaturas extremas e erosão”, explicou um representante do Centro para Colheitas e Árvores do Pacífico.



Apesar de todas as evidências, ainda há quem ache que tais consequências não estão trazendo prejuízos para as ilhas e seus habitantes, e veem até vantagens no fenômeno. Peter De Savary, empresário britânico e promotor imobiliário em Grand Anse Beach, afirma que a disponibilidade de capital, custos de energia e a saúde da economia global são preocupações mais urgentes do que o aumento do nível do mar.



Para ele, já que muitos dos atuais hotéis e resorts terão que ser construídos de qualquer maneira nas próximas décadas devido a desgastes naturais, os efeitos das mudanças climáticas não exigem muita atenção.



“Se o nível do mar sobe 30 ou 60 centímetros realmente não faz diferença aqui em Granada, porque temos praias que têm quedas razoavelmente agressivas. Se a água fica alguns graus mais quente, bem, é para isso que as pessoas vêm para o Caribe, água morna, então isso não é um problema”, comentou.



Nesse aspecto, Ramón Bueno, analista que há anos estuda sobre os impactos econômicos das mudanças climáticas, diz que o fenômeno atingirá muito mais as pessoas de baixa renda do que as de alta, das quais fazem parte muitos dos turistas que visitam os estados insulares.



“Uma família de baixa renda que vive no litoral, com acesso limitado a água doce limpa e que ganha a vida do turismo, pesca ou agricultura é vulnerável de uma forma que um profissional de renda média ou alta que vive em uma boa casa com ar-condicionado em uma elevação mais alta no interior não é”, declarou.



Além da falta de conscientização, a falta de financiamento para possíveis soluções para esse problema também é um desafio a ser superado. No último ano, o Branco de Investimento Europeu anunciou que daria US$ 65 milhões em empréstimos para ajudar 18 países caribenhos a se adaptarem, mas isso, infelizmente, não é o suficiente.



Em alguns casos, é ainda pior: a falta de investimento em programas de adaptação faz com que os mecanismos internacionais de financiamento sejam voltados para países médios ou grandes, o que faz com que os estados insulares do Pacífico, por exemplo, sejam considerados pequenos demais para se qualificarem.



“Não nos conseguimos fazer ouvir na arena internacional. É vital para nós agirmos como uma região”, observou Henry Puna, primeiro-ministro das Ilhas Cook. “As ilhas do Pacífico são as vítimas de países industriais incapazes de controlar suas emissões de dióxido de carbono. A verdade da questão é que não temos opção a não ser aceitar isso e nos adaptarmos”, concluiu Jimmie Rodgers, diretor do SPC.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Cresce ímpeto para combater mudanças climáticas

Relatório australiano indica que quase todas as principais economias estão adotando medidas para reduzir emissões e aumentar investimento em energias renováveis, mas destaca que esforços ainda não são o suficiente






O pouco progresso visto nas últimas negociações climáticas das Nações Unidas nos faz questionar se os países estão de fato fazendo alguma coisa para combater as mudanças climáticas. Mas segundo um novo relatório do Comitê Climático da Austrália, a resposta é parcialmente positiva: nos anos recentes, os esforços das grandes economias para lidar com o aquecimento global têm crescido cada vez mais.



De acordo com o documento, intitulado The Critical Decade: Global Action Building on Climate Change (A Década Decisiva: Ações Globais Desenvolvidas para Mudanças Climáticas), o ímpeto para combater o aquecimento global está crescendo, e quase todas as principais economias estão adotando medidas para reduzir as emissões e aumentar os investimentos em energias renováveis.



O estudo ressalta, por exemplo, que atualmente 98 países se comprometeram a limitar suas emissões de gases do efeito estufa, e que o número de nações que está estabelecendo um preço para o carbono está crescendo; quatro novos esquemas iniciaram neste ano, operando agora em 35 países e 13 estados, províncias e cidades. Os 48 esquemas em desenvolvimento devem compreender cerca de 880 milhões de pessoas, ou 20% das emissões do planeta.



A capacidade mundial de energia renovável também está crescendo rapidamente; apenas em 2012, aumentou 15%. A capacidade de painéis solares fotovoltaicos cresceu 42%, e a de capacidade eólica, 21%, E a geração total de energias renováveis no mundo deve crescer mais de 40% entre 2011 e 2017.



Além disso, o apoio político tem sido um fator essencial para direcionar investimentos para o combate às mudanças climáticas e para a instalação de capacidade de energia renovável em muitos países.



Os campeões



Em se tratando de ações climáticas, a China e os Estados Unidos se mostraram os países que mais têm desenvolvido esforços para resolver a questão. Juntas, as duas nações produzem cerca de 37% das emissões mundiais, mas a pesquisa afirma que ambas estão a caminho de cumprir seus compromissos climáticos internacionais.



Nos últimos meses, por exemplo, os dois países declararam que vão fortalecer seus esforços, e em abril as nações chegaram a um acordo histórico para combater as mudanças climáticas juntos.



E as ações não estão sendo apenas conjuntas. A China, apesar de ser a maior emissora do mundo, está reduzindo o crescimento de suas emissões, e em 2012, o país também reduziu a intensidade de carbono – o CO2 gerado por cada unidade de PIB – de sua economia mais do que o esperado e diminuiu o crescimento da demanda de eletricidade quase pela metade. Após anos de um acentuado aumento no uso do carvão, a taxa de crescimento caiu substancialmente.



Os chineses também começarão a introduzir sete esquemas de comércio de emissões neste ano, que cobrirão cerca de 250 milhões de pessoas. Em alguns anos, um esquema de comércio nacional deve ser implementado, baseado no modelo dos mecanismos regionais.



Em se tratando de energias renováveis, o país nos últimos anos se destacou como a maior potencia mundial, tomando medidas ambiciosas para adicionar as renováveis ao seu mix energético. Entre 2005 e 2012, a China aumentou sua capacidade de geração eólica em quase 50 vezes, e a quantidade de eletricidade gerada a partir do vento em 2012 foi cerca de 36% maior do que em 2011.



A nova capacidade solar aumentou 75% em 2012, e a capacidade total de energia solar da China deve triplicar para mais de 21 mil gigawatts em 2015. Além disso, em 2012, o país investiu US$ 65,1 bilhões em energia limpa, 20% a mais do que em 2011. Essa quantia foi maior do que a de qualquer outro país, e representa 30% do investimento de todo o G20 no mesmo ano.



Os EUA, apesar de ficarem atrás da China tanto no quesito emissões quanto em ações climáticas, também estão tomando atitudes para reduzir o CO2, diz o documento. Um dos fatores que parece estar aumentando a força das políticas climáticas no país é o fato de o presidente Barack Obama ter definido sua intenção de combater as mudanças climáticas e de que os norte-americanos desempenhem um papel de liderança nesse sentido.



Os números também apontam para essa direção, já que as emissões dos EUA estão caindo. Segundo o estudo, as estratégias políticas, o impacto da recessão econômica e a troca do carvão para o gás contribuíram para isso.



Outros aspectos que estão colaborando são: o estabelecimento do esquema de comércio de emissões da Califórnia, que é a 9ª maior economia do mundo; as políticas para encorajar as energias renováveis; o aumento da capacidade de energia renovável instalada, que quase dobrou entre 2008 e 2012; e os investimentos em renováveis, que em 2012 chegaram a US$ 35,6 bilhões, ficando atrás apenas dos da China.



A boa notícia, é que, de acordo com a pesquisa, as ações climáticas dos dois gigantes estão estimulando os esforços globais para lidar com as mudanças climáticas. Embora os dois países não possam resolver o problema sozinhos, eles estão atuando como líderes nesse processo, incentivando outras grandes economias a investirem em energias limpas e na mitigação das emissões.



Parece, mas não é



Mas apesar dos números impressionantes das duas potências e seus esforços, o relatório aponta que o que está sendo feito ainda não é o suficiente para manter o aumento das temperaturas em 2ºC. O documento indica que as emissões continuam a crescer vertiginosamente, o que é um risco sério para a sociedade.



A pesquisa também enfatiza que essa década deve estabelecer as bases para reduzir as emissões rapidamente para quase zero até 2050, e que o quanto mais cedo isso acontecer, menos prejudicial e caro isso será.



“Essa é a década essencial para acelerar as ações. Todos os países, particularmente os grandes emissores como a China, os Estados Unidos e a Austrália, deve ir além em seus compromissos atuais para reduzir suas emissões mais profunda e rapidamente. Essa é a década essencial para reverter a tendência das emissões globais e estabelecer as bases globais para acelerar as reduções nas próximas décadas”, concluiu o estudo.

  Fonte: http://www.institutocarbonobrasil.org.br/mudancas_climaticas1/noticia=733870

Maioria das empresas não reporta emissões corretamente

Apenas 37% das companhias estariam apresentando seus dados de forma completa e somente 21% são verificadas externamente, afirma uma avaliação da Environmental Investment Organization





Atualmente, é cada vez mais comum que firmas dos mais variados setores façam relatórios sobre sua pegada ambiental e suas emissões de carbono; seja por vontade própria ou pressão dos clientes, as empresas mostram ter cada vez mais consciência das consequências que suas ações têm para o clima.



Mas será que essa transparência em relação às práticas empresariais é verdadeira? Será que as companhias estão realmente reportando todas as suas emissões de CO2 nos documentos elaborados? Infelizmente, uma pesquisa da Environmental Investment Organisation (EIO) sugere que não, e que a maioria das firmas que faz o detalhamento de suas emissões ainda o faz de maneira incorreta e/ou incompleta.



O novo relatório, intitulado Environmental Tracking – Carbon Rankings (Acompanhamento Ambiental – Classificação de Carbono), indica que o nível de divulgação das emissões de gases do efeito estufa (GEEs) entre as 800 maiores empresas do mundo é surpreendentemente baixo.



Segundo o documento, apenas 37% delas estão reportando dados completa e corretamente, adotando princípios básicos do reporte de GEEs, e apenas 21% das firmas têm seus dados verificados externamente.



De todas elas, apenas uma – a companhia alemã de produtos químicos BASF – reporta as emissões de toda a sua cadeia de suprimentos, incluindo viagens de negócios, transporte, distribuição e investimentos, o que a colocou no primeiro lugar do ranking da EIO.



Entre as dez primeiras empresas melhor colocadas estão a canadense BCE, a singapuriana Telecom, a espanhola Telefónica, a britânica BT Group e a alemã Deutsche Telekom. Já entre as piores estão as norte-americanas Phillips 66, Edison International e First Energy e a russa Lukoil, a maioria firmas de petróleo e gás natural.



Em se tratando de países, a Itália e a Espanha dividem o primeiro lugar de nações com mais companhias que reportam completamente suas emissões, com 62%, sendo que 54% são, além disso, verificadas.



Em último lugar ficou Hong Kong, com reporte de 11% das empresas, sendo 9% verificados. O Brasil não aparece em uma posição privilegiada, estando em 16º de 22 posições, com 21% de suas companhias fazendo o reporte completo e 12% fazendo o reporte completo com verificação.



Classificando por continente, o ranking é o seguinte: 35% das firmas europeias reportam suas emissões de forma pública, completa e verificada, 16,67% o fazem de forma pública, completa e não verificada, 34,33%, de forma pública e incompleta e 14% não o fazem.



Entre as norte-americanas, 13% reportam suas emissões de forma pública, completa e verificada, 24,57% o fazem de forma pública, completa e não verificada, 22,33%, de forma pública e incompleta e 40% não o fazem.



Na região da Ásia-Pacífico, 12,33% reportam suas emissões de forma pública, completa e verificada, 14,33% o fazem de forma pública, completa e não verificada, 41,67%, de forma pública e incompleta e 31,67% não o fazem.



Por fim, no BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), 11,04% reportam suas emissões de forma pública, completa e verificada, 7,69% o fazem de forma pública, completa e não verificada, 20,4%, de forma pública e incompleta e 60,87% não o fazem.



“À medida que o mundo se desloca em direção a um modelo de baixo carbono, é extremamente importante que tenhamos acesso a uma base de dados confiável, consistente e comparável de emissões de gases do efeito estufa das maiores companhias do mundo”, colocou Sam Gill, CEO da EIO.



“Isso deve ser um alerta para as companhias. [...] Grandes quantidades de emissões não estão sendo contabilizadas. Não só isso poderia ser uma fonte imensurável de risco para as companhias, mas também significa que não estamos vendo todo o quadro em termos de emissões corporativas”, acrescentou Gill.



O documento enfatiza que, apesar de cada vez mais empresas estarem medindo e reportando seu desempenho ambiental em seus relatórios anuais, a falta de um padrão internacionalmente aceito faz com que o conteúdo desses reportes varie amplamente, o que muitas vezes mostra-se insuficiente para rastrear as reais emissões das firmas.



“Se muitas pessoas começassem a investir em índices de acompanhamento ambiental, a força coletiva do dinheiro indexado [...] poderia alterar a demanda das ações das empresas. Já que os coeficientes de ponderação dentro de um índice são ligados à posição da companhia na classificação de carbono, o preço das ações começaria a se deslocar de acordo com as emissões”, explicou o CEO da EIO.



“Pela primeira vez, seguir um curso ambientalmente prejudicial de ação seria contra os interesses da companhia e de seus acionistas”, concluiu ele.


Fonte: http://www.institutocarbonobrasil.org.br/noticias4/noticia=733890

sábado, 4 de maio de 2013

Coala encontrado em área desmatada na Austrália é libertado; veja vídeo

Vídeo mostra momento em que animal escala rapidamente árvore.

Foto com marsupial em floresta destruída causou mobilização na internet.



Vídeo publicado na internet mostra o exemplar de coala sendo libertado na Austrália e escalando rapidamente uma árvore (Foto: Reprodução/YouTube/Peter O'Brien)

Ambientalistas da Austrália divulgaram um vídeo que mostra um exemplar de coala sendo libertado na natureza, após ter sido resgatado em uma área onde uma floresta de pinheiros havia sido destruída completamente.



Segundo a organização não-governamental Wires, o coala foi encontrado em 9 de abril na região de Bathurst, no estado de Nova Gales do Sul.

De acordo com a ONG, o animal estava sozinho, aparentemente confuso, em sentado em meio ao desmatamento quando foi visto por um trabalhador.

Ele foi levado para observação pelos ambientalistas e a foto do coala em meio à floresta destruída gerou comoção nas redes sociais e na imprensa internacional.

Após o resgate, um vídeo postado no YouTube pelo usuário Peter O’Brien, que foi disponibilizado no site da ONG australiana, mostra o mesmo coala, dias depois, sendo libertado na natureza. De acordo com os ambientalistas, o animal estava “obviamente feliz em voltar a um local que havia árvores para subir”.

Coalas ameaçados

Os coalas da Austrália corre o risco de desaparecer nos próximos 50 anos. Estimada atualmente entre 50 mil e 100 mil exemplares, a população desse marsupial australiano sofreu forte declínio entre os séculos 19 e 20, e, de acordo com um estudo , nas últimas duas décadas a quantidade de exemplares distribuídos pela Oceania caiu 42%.

Esta espécie costuma viver em cima de árvores de eucalipto, cujas folhas servem como alimento, e passa a maior parte do tempo dormindo. Os ecologistas atribuem a queda do número de coalas à destruição de seu habitat -- provocado pelo desenvolvimento humano e a mudança climática -- e à doença clamídia.

A bactéria causadora da doença, contra a qual os cientistas estão pesquisando uma vacina, produz lesões nos genitais e nos olhos dos coalas, causando infertilidade e cegueira e os consumindo lentamente até a morte.

Estudiosos australianos cobram do governo a criação de uma lista de espécies ameaçadas de extinção, no intuito de proteger o coala, símbolo do país. Eles afirmam que o avanço das zonas urbanas sobre as regiões de proteção ambiental tem afetado esses animais.a população de coalas, estimada entre 50 mil e 100 mil exemplares.



A comunidade científica pede inclusive que o Senado fique atento a este assunto para evitar a extinção da espécie Os pesquisadores pedem que os estados reconheçam o risco de extinção, em vez de apenas classificar os animais como "vulneráveis" ou "em situação de risco".

Imagem de 9 de abril mostra exemplar de coala "desolado" em uma área que abrigava uma floresta de pinheiros, que foi destruída (Foto: Reprodução/Facebook/Wires)

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Dia da Terra 2013: "estamos solapando nosso lar", diz Ban Kim-moon

O secretário-geral da ONU, Ban Kim-moon, advertiu nesta segunda-feira, o Dia Internacional da Terra, que o planeta está "em perigo" devido à mudança climática e à exploração "insustentável" dos recursos. "Temos que enfrentar a dura realidade que nosso planeta está em perigo. A mudança climática é um problema real e crescente", afirmou Ban durante a abertura de um encontro sobre como alcançar a harmonia com a natureza.




Assim, o principal responsável da ONU denunciou que o ecossistema está sendo danificado "pela exploração insustentável dos recursos naturais frequentemente impulsionados pela cobiça". Neste aspecto, Ban também advertiu que cada vez mais a natureza perde em diversidade, assim como as práticas de pesca comerciais e imprudentes estão ameaçando os peixes.



Em palavras do secretário-geral da ONU, "estamos solapando nosso único lar e nossa sobrevivência e, por isso, temos que passar a "honrar" à Terra". Na celebração do Dia Internacional da Terra, que foi iniciada nos EUA nos anos 70 e que a ONU adotou em 2009 após um pedido da Bolívia, Ban também pediu responsabilidade coletiva para promover a harmonia com a natureza.



Segundo Ban, a prioridade geral das Nações Unidas é o desenvolvimento sustentável, já que é "o desafio mais importante que nosso mundo enfrenta". Embora ainda haja muito a se fazer, Ban também destacou que cada vez mais pessoas e governos reconhecem este problema e destacou o trabalho de países latino-americanos, como a Bolívia e o Equador, que incluíram os direitos da natureza em suas constituições.



Por outro lado, o secretário-geral da ONU mostrou suas condolências aos afetados pelo terremoto que sacudiu a província chinesa de Sichuan neste último sábado e causou pelo menos 152 mortos e mais de 5,5 mil feridos. "Embora os desastres naturais sejam um problema grave e crescente, este dia comemorativo serve para lembrar que a Terra sustenta toda a vida", acrescentou Ban, quem assegurou que a ONU proporcionará ajuda e apoio aos afetados pelo terremoto.


Fonte: http://www.crbio03.gov.br/website/noticias/index.php?id=5888&tipo=94

Carbono negro flui do solo para os mares

     Carvão vegetal e outras formas de carbono negro não ficam, como se pensava anteriormente, onde estão enterradas: elas migram para os oceanos e recirculam o carbono que contêm





Cientistas climáticos podem ter que repensar algumas de suas antigas suposições sobre o carbono. Pesquisadores norte-americanos e europeus descobriram que o carbono negro – resultante por exemplo dos incêndios florestais – não fica no solo indefinidamente.



Cerca de 27 milhões de toneladas do material são dissolvidas na água e levadas pelos rios para os oceanos a cada ano.



O carbono negro, ou biochar, foi saudado como uma possível forma de limitar as emissões de gases do efeito estufa, por tirar o carbono de circulação. Mas esse estudo, publicado no periódico Science, “fecha uma lacuna importante sobre o carvão vegetal e fornece informações essenciais no contexto da geoengenharia”.



Incêndios de florestas, arbustos e turfas produzem algo entre 40 e 250 milhões de toneladas de carbono negro a cada ano. Se a queima fosse completa, isso se tornaria dióxido de carbono, voltando para a atmosfera.



Então, os pesquisadores consideravam o biochar armazenado no solo – onde ele aumenta a fertilidade – como carbono fora de circulação por milhões de anos. Mas análises da água dos dez maiores rios do mundo – entre eles o Amazonas, o Yangtsé e o Congo – mostrou uma história diferente.



“Cada amostra tinha uma quantia significativa de carbono negro”, disse Anssi Vähätalo, da Universidade de Jyväskylä, na Finlândia. “Em média, a quantidade de carbono negro era 10% da quantia de carbono orgânico dissolvido.”



“Os resultados provam que a proporção de carbono solúvel em água pode ser de até 40% de carbono negro anualmente.”



Os rios analisados têm um terço da água que vai para os oceanos, e uma área de influência que abrange 28% da área terrestre do planeta.



Mais CO2 liberado



A pesquisa é mais um passo no longo e complicado esforço internacional para entender como o mundo funciona: como as matérias-primas da vida são consumidas, exploradas e recicladas, e por que as emissões de gases do efeito estufa estão aumentando.



A queima de combustíveis fósseis manda de volta para a atmosfera o dióxido de carbono – e o calor – sequestrado no Período Carbonífero e armazenado por 300 milhões de anos.



Incêndios em florestas, nesse sentido, são neutros em carbono, ou mesmo negativos em carbono, já que grande parte do carbono não é queimada e é armazenada como cinza, fuligem ou carvão.



Alguns ambientalistas argumentam que um uso maior do biochar poderia desacelerar e talvez, em última análise, reduzir o aquecimento global por retirar o carbono de circulação. Mas a conta pode não ser tão simples.



“A maioria dos cientistas pensava que o carvão vegetal era resistente. Eles pensavam que uma vez que ele fosse incorporado nos solos, ficaria ali”, afirmou Rudolf Jaffé, da Universidade da Flórida.



“Quando o carvão vegetal se forma ele normalmente fica depositado no solo. De uma perspectiva química, ninguém realmente pensava que ele se dissolvesse, mas ele o faz.”



“Ele não se acumula, como acreditamos por um bom tempo. Pelo contrário, ele é transportado para áreas úmidas e rios, eventualmente indo para os oceanos.”



Traduzido por Jéssica Lipinski

Leia o original no Climate News Network



Crédito Imagem: Juliancolton / Climate News Network




quinta-feira, 2 de maio de 2013

Negociações climáticas começam com senso de urgência


Representantes de 195 países reunidos na Alemanha encaram a notícia de que o planeta está beirando um nível recorde de concentração de CO2 na atmosfera; nações mais vulneráveis cobram ações



“É preciso fazer mais, e mais rápido”, foi a mensagem de abertura da presidente da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), Christiana Figueres, para os 195 países reunidos em Bonn, na Alemanha, para mais uma rodada de negociações climáticas que começou nesta segunda-feira (29).
Na semana passada, a Universidade de San Diego afirmou que a concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera poderá ficar acima das 400 partes por milhão (ppm) em boa parte do Hemisfério Norte já em maio deste ano. Será a primeira vez em mais de três milhões de anos que a barreira dos 400ppm será ultrapassada.
Se a concentração de CO2 continuar a subindo na taxa atual, ficará impossível manter o aumento das temperaturas abaixo dos 2oC, o recomendado para se evitar as piores consequências das mudanças climáticas.
Reduzir as emissões de CO2 é um dos principais assuntos a serem discutidos em Bonn, e é uma das questões em aberto no futuro acordo climático que precisa estar pronto em 2015. Ainda não se sabe quais serão as metas, quem terá que cumpri-las e se serão voluntárias ou obrigatórias.  A intenção é que esse novo acordo substitua o Protocolo de Quioto em 2020. Os cinco anos de intervalo são necessários para que cada país possa aprovar internamente o documento.
Porém, o avanço nas negociações tem sido muito lento. “Os governos já usaram um terço do tempo que temos para finalizar esse novo tratado. As conversas começarem em 2011 em Durban, mas pouco se progrediu desde então”, declarou Figueres.
O tom de urgência é compartilhado pelas nações menos desenvolvidas, conhecidas como LDCs. Em Bonn, elas reafirmaram seu compromisso de adotar metas obrigatórias para reduzir as emissões se isso facilitar as negociações.
No começo deste mês, o grupo, que reúne 49 nações, anunciou que espera liderar pelo exemplo e adotar uma postura proativa. 
Ilustrando a situação crítica que os países mais vulneráveis já vivem, a Nigéria afirmou na semana passada que o impacto das mudanças climáticas na produção de alimentos é o principal fator por trás da crescente onda de insegurança no país.
O avanço da desertificação, a subida do nível do mar no delta do rio Níger e a diminuição acelerada do lago Chade têm provocado crises econômicas e alimentares que forçam os homens mais jovens a buscarem novas formas de se sustentar, incluindo o banditismo.
Otimismo
Apesar da pressão para que as negociações avancem, o ambiente em Bonn parece mais otimista do que em rodadas anteriores.
Uma das principais razões para isso é a nova postura dos Estados Unidos em relação às mudanças climáticas.
No tradicional pronunciamento Estado da União, em fevereiro, o presidente norte-americano Barack Obama declarou estar disposto a adotar nesse segundo mandato, mesmo sem o apoio do Congresso, medidas para reduzir as emissões e prometeu incentivar as fontes renováveis.
Outra transformação na postura norte-americana veio com a indicação de John Kerry para o cargo de Secretário de Estado. Kerry já se mostrou mais aberto a ceder nas negociações climáticas do que sua antecessora, Hillary Clinton. Inclusive, em sua recente viagem pela Ásia, o senador firmou acordos de cooperação com a China.
Em Bonn, também pode ser que um dos maiores obstáculos nas negociações, a capitalização do Fundo Climático Verde, comece finalmente a ser ultrapassado.
Estaria ganhando força a proposta do presidente equatoriano, Rafael Correa, de criar uma taxa de 3% a 5% sobre cada barril da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEC) comercializado para nações industrializadas, como Estados Unidos, Japão e União Europeia. 
A medida tem o potencial de arrecadar até US$ 60 bilhões por ano, e já teria o apoio de quatro dos 12 países que formam a OPEC: Equador, Nigéria, Venezuela e Catar.
O objetivo do Fundo Climático Verde é destinar até US$ 100 bilhões por ano para ações de mitigação e adaptação climática às nações mais vulneráveis.
A rodada climática de Bonn prossegue até o dia três de maio.
Crédito Imagem: Jan Golinski /UNFCCC

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Nova rodada de negociações climáticas começa na próxima semana


Representantes das 195 partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) e de organizações não governamentais se encontrarão na próxima semana em Bonn, na Alemanha, para debater o pacto climático global para 2015. O tratado deve entrar em vigor em 2020, e deve ser aplicável a todos os signatários da UNFCCC.
Em Bonn, os governos devem aprofundar as discussões sobre a visão global para o acordo de 2015, sobre as possíveis forma e estrutura do pacto e sobre como os princípios da UNFCCC serão aplicados. Isso inclui a compreensão de como os compromissos serão definidos e como as diferentes circunstâncias nacionais serão levadas em consideração.
“É importante começar a identificar os elementos do conjunto mais amplo em torno do tratado de 2015 que garantirão sua aceitação por todos e poderão ser implementados a partir de 2020”, colocou Harald Dovland, co-presidente do Grupo de Trabalho Ad Hoc para a Ação Aprimorada (ADP) sobre a Plataforma de Durban.
“Neste ano, os governos devem passar de uma fase conceitual para uma fase de formação de conteúdo em preparação para um estágio de ‘criação de documento em 2014”, acrescentou Dovland.
Outro foco da reunião deve ser como as ações climáticas podem ser melhoradas antes de 2020 para que o mundo possa manter um aumento de temperaturas inferior a dois graus Celsius.
“A Plataforma de Durban reflete a percepção de que não fazer nada não é mais suficiente, que a comunidade internacional precisa desenvolver um nível de ambição e que as exigências da ciência devem ser tratadas com urgência”, explicou Jayant Moreshver Mauskar, outro co-presidente do ADP.
Além disso, haverá oficinas e mesas-redondas que servirão como fóruns de debate e troca de experiências. Nas oficinas, especialistas farão palestras sobre vários tópicos, como exemplos de sucesso de legislações climáticas nacionais e opções de energia renovável. Organizações que não estiverem presentes poderão participar do encontro através de transmissões via internet.
Ao longo do ano, acontecerão em Bonn e em outras cidades pelo mundo outras reuniões para discutir outras questões importantes, como determinar o nível de apoio necessário para os países em desenvolvimento e como esse auxílio pode ser mobilizado. A medição, reporte e verificação das ações climáticas, o Fundo Climático Verde, entre outros também entrarão na pauta.
“As discussões em Bonn e [outras] ao longo desse ano são cruciais para preparar o próximo acordo de 2015 e para aumentar a ambição, usando a implementação dos atuais acordos sob a UNFCCC como base”, observou Christiana Figueres, secretária-executiva da UNFCCC.

Fonte: Instituto Carbono Brasil

terça-feira, 23 de abril de 2013

Últimas três décadas teriam sido as mais quentes em 1400 anos

pages2 300x198 Últimas três décadas teriam sido as mais quentes em 1400 anos
Grupo formado por 78 pesquisadores de 24 países reconstrói as temperaturas globais dos últimos dois milênios e afirma que um aquecimento começou no século XIX causado pelas atividades humanas.
Depois da época do Império Romano, nosso planeta teria entrado em um processo de resfriamento global, com as temperaturas caindo pouco a pouco devido a diversos fatores naturais, que ainda estão presentes atualmente. Porém, algo aconteceu durante o século XIX que fez essa tendência de resfriamento ser alterada e as temperaturas começarem a subir. Esse “algo” teria sido a Revolução Industrial, afirma um novo estudo publicado nesta semana no periódico Nature Geoscience.
“Todas as forças naturais responsáveis pelo resfriamento do planeta ainda estão atuando, mas desde o século XIX uma nova e mais potente força entrou em ação: as atividades humanas. Não podemos entender os registros de temperatura sem levar em conta esse novo fator”, explicou Paul Filmer, da Fundação Nacional para a Ciência dos Estados Unidos.
O novo estudo, realizado por 78 pesquisadores de 24 países e coordenado pelo projeto Past Global Changes (PAGES), analisou registros de corais, sedimentos marinhos, cavernas e núcleos de gelo de mais de 500 locais para chegar às suas conclusões.
“Um aspecto importante desse consórcio de pesquisas é que contamos com especialistas regionais que estão familiarizados com as evidências das mudanças climáticas em suas localidades”, disse Darrell Kaufman, da Universidade do Arizona.
Os pesquisadores apontam que o planeta durante boa parte dos últimos dois milênios esteve resfriando, muito por causa da fraca atividade solar, mudanças na órbita da Terra e do grande número de erupções vulcânicas. Todas essas condições ainda são encontradas atualmente.
A queda nas temperaturas médias acabou subitamente por volta da metade do século XIX, sem nenhuma outra explicação, até o momento, que não seja a ação da humanidade através da Revolução Industrial.
O novo aquecimento que teve início apresenta velocidades diferentes entre as regiões. O Hemisfério Norte estaria aquecendo em uma taxa duas vezes mais rápida do que o Sul. A Antártica, em especial, estaria mostrando poucos sinais de aumento das temperaturas. Isso seria por causa dos oceanos que ocupam uma porção muito maior no sul e que demoram mais a reagir às mudanças de temperaturas.
pages3 224x300 Últimas três décadas teriam sido as mais quentes em 1400 anos
Imagens: Pesquisadores analisaram núcleos de gelo e sedimentos para traçar um histórico para as temperaturas / PAGES / T. Bauska / D. Kaufman
De qualquer maneira, o estudo aponta que o período entre 1971 e 2000 teria sido o mais quente em 1400 anos.
“Períodos distintos, como o aquecimento medieval e a pequena era do gelo, aconteceram. Mas eles não representam um padrão para todo o globo”, afirmou Heinz Wanner, da Universidade de Bern.
Os pesquisadores do PAGES esperam agora que suas informações, que levaram quatro anos para serem reunidas, sirvam para novos trabalhos sobre a tendência climática do planeta.
Esse não foi o primeiro estudo a afirmar que após a Revolução Industrial as temperaturas começaram a subir. Em março, uma pesquisa publicada na revista Science já apontava que o globo estava em uma tendência de resfriamento até as primeiras décadas do século XX, quando, numa taxa nunca antes vista, começou uma curva ascendente das temperaturas.
De acordo com climatologistas, as temperaturas já teriam se elevado pelo menos 0,8 graus Celsius nos últimos 100 anos, sendo que entidades como a NASA, o Met Office e a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos Estados Unidos reconhecem que a década entre 2000 e 2010 foi a mais quente da história.

Fonte: Envolverde

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Nova tecnologia a serviço do combate ao desmatamento

O Global Forest Watch 2.0 é um sistema de monitoramento da cobertura vegetal em tempo real que promete facilitar as ações para evitar a devastação ambiental


Acabar com o desmatamento é um dos maiores desafios da humanidade. A pressão sobre as florestas é frequentemente dispersa, dificultando muito as ações de fiscalização.
As tecnologias para o monitoramento por satélite são uma solução para esse problema e avançam a cada dia que passa. Porém, em muitos países, ainda se leva meses ou até mesmo anos para ter acesso a essas informações valiosas para a preservação dos ecossistemas.
Agora, um sistema de monitoramento da cobertura vegetal em tempo real promete oferecer informações claras e oportunas para entidades que desejam combater o desmatamento.
O Global Forest Watch 2.0, desenvolvido pelo World Resources Institute (WRI), em parceria com o Google, a Universidade de Maryland e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), foi apresentado nesta terça-feira (10) durante o Fórum das Nações Unidas sobre Florestas, em Istambul, Turquia.
O WRI também contou com a ajuda de várias ferramentas já disponíveis, como imagens capturadas pelo satélite Landsat 8 da NASA, o sistema de monitoramento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (IMAZON) e do DETER - um levantamento feito mensalmente pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
O sistema, que une tecnologias por satélite, compartilhamento de informações de domínio público e redes de interatividade, será disponibilizado a partir do mês que vem. Em conjunto com softwares abertos, computação em nuvem e outras inovações tecnológicas que já são amplamente utilizadas para processar e interpretar o grande volume de informações, a nova ferramenta promete ser mais um facilitador para se enfrentar os desafios atuais.
“Para alcançar o manejo sustentável das florestas, informações confiáveis, atualizadas e facilmente acessíveis são essenciais para o monitoramento, avaliação e intervenções efetivas”, comentou Wu Hongbo, sub-secretário-geral para questões econômicas e sociais da ONU.
“Essa nova ferramenta notável representa um passo importante no fortalecimento dos governos e comunidades para tomar decisões informadas”, acrescentou Hongbo.
Achim Steiner, diretor executivo do PNUMA, comentou ao jornal The Guardian que o sistema tem o potencial de ajudar as corporações comprometidas com o uso de produtos de fontes sustentáveis e de democratizar a gestão e proteção das florestas.
“Imagine: um analista de um grupo de conservação florestal em Jacarta recebe um alerta via Facebook mostrando onde o desmatamento ocorreu. Então ele notifica as autoridades que vai até o local tirar fotos, baixando as imagens, e iniciando um esforço para salvar o parque e apreender os desmatadores ilegais”.
No lançamento da ferramenta, Nigel Sizer, diretor da Iniciativa Global para as Florestas do WRI, usou o sistema brasileiro de monitoramento das florestas, quase em tempo real, como um exemplo bem sucedido em relação à qualidade e acessibilidade das informações.
Outro exemplo é o Gabão, que segundo Sizer, vem investindo milhões de dólares na melhoria do acesso às imagens de satélite e sensoriamento remoto.
“Mas precisamos melhorar muito, pois diversos países, em desenvolvimento e desenvolvidos, ainda não têm acesso a informações adequadas. Problemas como informações desatualizadas, com alto custo e muito técnicas, de difícil coleta, ainda persistem. O resultado é que muitos países gastam enormes quantias para obter informações em vez de investir em ações para lidar com as questões apresentadas pelos dados”, concluiu Sizer.

 Fonte: Instituto CarbonoBrasil

segunda-feira, 25 de março de 2013

Mecanismo de Desenvolvimento Limpo ultrapassa 100 Programas de Atividades registrados

Na busca de agilizar o registro de projetos, o comitê executivo do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) criou em 2007 a figura dos POAs, ou Programas de Atividades, que permitem que novas iniciativas sejam identificadas com projetos similares já registrados, tornando assim muito mais rápida sua aprovação. Além disso, projetos que seriam muito pequenos para serem viáveis, podem se unir sob a mesmo POA e dividir os custos da entrada no mecanismo. 
Nesta semana foram registradas novos POAs, que agora chegam ao número de 116 em 42 países, sendo que outras 250 estão no chamado pipeline esperando serem aceitas.
Os três principais tipos de POAs são: eficiência energética (20%), projetos solares de 
pequena escala (19%) e projetos de redução de metano (18%). Mais de 25% de todas as POAs estão na África.
“Para a maioria dos países mais pobres, especialmente na África, projetos simples são normalmente muito pequenos para serem viáveis. O recente crescimento no número de POAs demonstra que elas são capazes de ultrapassar essa barreira e servem para estender os benefícios do MDL para regiões que antes não tinham acesso ao mecanismo”, afirmou Peer Stiansen presidente do comitê executivo.
Entre as novos POAs estão pequenos projetos hidroelétricos na China e no Brasil e fogões sustentáveis no México e em oito países africanos. 
“POAs promovem tecnologias com benefícios significantes para as comunidades locais. Esses projetos ajudam as pessoas a ganhar acesso a uma grande gama de vantagens, de energia renovável a água potável limpa”, concluiu Stiansen.
Sob o MDL, desenvolvedores de projetos recebem as Reduções Certificadas de Emissão (RCEs) que podem ser vendidas para empresas e nações que precisem alcançar metas de redução de emissão de gases do efeito estufa.
No momento o mecanismo vive uma crise, com as RCEs sendo negociadas a um valor muito baixo, na faixa dos € 0,30/t, o que desestimula a multiplicação de projetos. 
Não há previsão para a melhora dessa situação, que está intimamente relacionada com o problema de excesso de créditos de carbono no Esquema Europeu de Comércio de Emissões (EU ETS).



Fonte: http://www.institutocarbonobrasil.org.br

quarta-feira, 20 de março de 2013

Estudo afirma que furacões do tamanho do Katrina podem acontecer a cada dois anos até 2100


O furacão Katrina varreu o Caribe e parte dos Estados Unidos, deixando mais de 1800 mortos e centenas de bilhões de dólares em prejuízos. Provavelmente nem a maior potência mundial aguentaria enfrentar desastres desse porte se acontecessem com grande frequência. Mas esse é o alerta que faz um novo estudo publicado nesta segunda-feira (18) no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences.
Segundo os pesquisadores, vinculados a diversas instituições como as Universidades de Pequim e de Copenhague e ao Centro de Oceanografia Nacional do Reino Unido, para cada 1oC de aumento nas temperaturas médias globais, a frequência de grandes tempestades no Atlântico pelo menos dobrará.
Assim, se as projeções do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) estiverem corretas, e o planeta aquecer entre 2oC a 6oC até 2100, poderemos presenciar um furacão do porte do Katrina, de categoria 5 segundo a escala Saffir-Simpson, a cada dois anos.
Um dos autores, Aslak Grinsted, afirmou que dado o aquecimento já registrado durante o século XX a frequência de “Katrinas” já teria dobrado.
Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores analisaram dados desde 1923 e mediram as temperaturas quando ocorreram as tempestades que formaram os furacões. Depois, usando modelos computacionais, projetaram a frequência para essas tempestades em um futuro mais quente.
Estudos anteriores, incluindo avalizados pelas Nações Unidas, já afirmavam que o número e a intensidade de eventos climáticos extremos será maior em um mundo mais quente.
Em 2012, a Organização Meteorológica Mundial registrou que a região do Atlântico experimentou um número de furacões e tempestades acima da média histórica pelo terceiro ano consecutivo. O maior destaque ficou com o Sandy, que, assim como o Katrina, causou centenas de mortes e bilhões em prejuízos.


Fonte: http://www.institutocarbonobrasil.org.br

segunda-feira, 18 de março de 2013

Site ajuda a ensinar práticas de conservação e de combate às mudanças climáticas


Uma iniciativa lançada pela Cambridge Conservation Iniciative (CCI, uma colaboração de organizações não governamentais e a Universidade de Cambridge) pretende contribuir para o ensino de práticas de conservação e de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.
O projeto divulgou nesta semana seu website com materiais de ensino, que oferece treinamento gratuito em dez tópicos considerados prioritários, voltados para pessoas que começam a se envolver em práticas de conservação.
Entre os tópicos abordados estão ‘mudanças climáticas’, ‘redução de impactos das mudanças climáticas sobre a biodiversidade e manejo adaptativo’ e ‘respostas políticas para o futuro’. Cada um deles contém informações como estudos de caso, pontos chave, questões chave e ferramentas chave para os leitores discutirem e utilizarem.
Os materiais e instrumentos de ensino têm o objetivo de tornar assuntos relativos à biodiversidade, serviços ambientais e mudanças climáticas mais compreensíveis, de uma forma que permita que os leitores não apenas adquiram conhecimento, mas sejam capazes de transmitir esse conhecimento a outros.
“Pense nesse projeto como uma máquina de dispersar sementes, com dez braços que estão espalhando pacotes de conhecimento para conservacionistas pelo mundo. Uma vez semeadas, essas sementes têm o potencial de ter um impacto real no solo para a natureza e para as pessoas à medida que o clima muda. Isso é criação de capacidade para conservação”, comentou Kiragu Mwangi, líder do projeto de conservação e gestor do programa de liderança.
Isso permite, por exemplo, que pessoas dentro de comunidades locais ganhem conhecimento para agir localmente nas consequências das mudanças climáticas. “Eu serei a primeira pessoa a compartilhar tal informação com o povo local do Planalto Tibetano”, observou Basang Lamao, uma das participantes da China.


Crédito Imagem: Birdlife.org

Fonte: http://www.institutocarbonobrasil.org.br

sexta-feira, 8 de março de 2013

Pesquisadores negam que possa haver um colapso global dos ecossistemas, mas alertam para o esgotamento dos oceanos


As grandes interferências das atividades humanas sobre os ecossistemas estão cada vez mais no centro dos debates e uma delas tem chamado a atenção em especial: o conceito de ‘Tipping point’, quando um sistema muda radicalmente e, potencialmente, de forma irreversível.
Um novo estudo publicado no periódico Trends in Ecology and Evolution defende que esse ponto, sem volta, temido por muitos conservacionistas, ainda está longe de chegar para a Terra como um todo, mas muito perto para determinados ecossistemas.
“Ao avaliar potenciais mecanismos e causas, concluímos que a heterogeneidade espacial de condutores e repostas, e a ausência de uma interconectividade forte entre os continentes, provavelmente induzem a mudanças relativamente suaves em escala global”, dispõe o artigo.
“Caracterizar uma mudança biótica global com agregados únicos é inapto”, afirmaram pesquisadores da Universidade de Adelaide (Austrália), concluindo que mudanças ecológicas ao longo de áreas amplas parecem seguir um padrão mais gradual e suave.
“O foco sobre os ‘tipping points’ planetários pode tanto desviar a atenção das vastas transformações ecológicas que já ocorreram quanto levar a um fatalismo injustificado sobre os seus efeitos catastróficos”, alertou o professor Barry Brook, principal autor do artigo e diretor de Ciência Climática da Universidade de Adelaide.
Entretanto, muitos ‘tipping points’ regionais são de grande preocupação, como o derretimento do gelo no Ártico e a ‘savanização’ da Amazônia, notam os pesquisadores.
“Atualmente até quatro quintos da biosfera são caracterizados por ecossistemas que localmente, ao longo de séculos e milênios, têm sido submetidos a mudanças, de uma forma ou mais, causadas pelo homem. Reconhecer essa realidade e buscar esforços em nível local e regional pode ser um caminho muito mais frutífero a seguir”, ponderou Erle Ellis, coautor e professor associado da Universidade de Maryland.
Os pesquisadores examinaram quatro principais causas de mudanças em ecossistemas terrestres: mudanças climáticas, mudança do uso da terra, fragmentação de habitat e perda da biodiversidade.


Oceanos em perigo

O artigo traz um alerta especialmente crítico para os oceanos.  Ao contrário da superfície continental global, o ponto sem volta generalizado pode estar próximo para os ecossistemas marinhos devido à acidificação dos oceanos causada pela queima de combustíveis fósseis.
“Os ecossistemas de recifes de coral parecem ter desaparecido globalmente, simultaneamente, e de repente na transição do Triássico para o Jurássico, provavelmente devido ao aumento global na acidez e na temperatura do oceano em resposta à liberação geológica massiva de CO2 para a atmosfera”, enfatizam os cientistas.

Fonte: http://www.institutocarbonobrasil.org.br

segunda-feira, 4 de março de 2013

Análise reforça relação entre CO2 e aumento das temperaturas


Apesar de a maioria dos climatologistas concordar com a noção de que a concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera influencia o clima global, ainda existem aqueles que questionam o papel do gás.
Um estudo publicado na mais recente edição da revista Science promete ajudar a acabar com essas dúvidas ao revelar uma forte ligação entre a presença de CO2 e o aumento das temperaturas durante o fim da última Era do Gelo.
Os pesquisadores, liderados pelo francês Frederic Parrenin, do Laboratório de Glaciologia e Geofísica do Meio Ambiente da Universidade de Grenoble, analisaram núcleos de gelo da Antártica e concluíram que o CO2 não apenas pode ter reforçado o aquecimento global que acabou com a Era do Gelo como pode também ter dado início a ele.
“Cientistas têm dito que o CO2 foi um amplificador do aquecimento global, mas não a causa inicial. Agora, estamos dizendo que pode ter sido sim a causa”, disse Parrenin.
Céticos climáticos sugeriam que, como o fim da Era do Gelo, cerca de 20 mil anos atrás, se deu até 800 anos antes do aparecimento de grandes quantidades de CO2 nos núcleos de gelo, o gás não possuía grande importância para o clima. Baseados nessa noção, muitos ainda defendem que de nada adianta reduzir as emissões de CO2 atualmente, pois essa ação não teria nenhum impacto climático. 
Porém, esse novo estudo aponta que os dados anteriores estavam incorretos e que esse “atraso de 800” na realidade não deve ter existido.
“Por causa desses resultados errados sobre o CO2, as pessoas interpretavam que o gás não tinha um papel fundamental na variação do clima no passado”, explicou Parrenin.
O estudo francês reforça informações já publicadas de que as análises anteriores de núcleos de gelo poderiam estar equivocadas. 
No ano passado, Jeremy Shakun, da Universidade de Harvard, já havia apontado que o aumento da concentração do CO2 na atmosfera veio antes da elevação das temperaturas que levou ao fim da Era do Gelo. 
Atualmente, a concentração de CO2 está em 400 partes milhão (ppm), já acima dos 350ppm que seria o limite para manter o aquecimento global em 2oC, o máximo aceitável segundo cientistas para se evitar as piores consequências das mudanças climáticas.


Fonte: http://www.institutocarbonobrasil.org.br

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