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sexta-feira, 26 de abril de 2013

Planta sorgo sacarino pode ser alternativa na produção de etanol

sorgo 300x225 Planta sorgo sacarino pode ser alternativa na produção de etanol
Em Capivari, interior de São Paulo, uma empresa está testando a eficiência do cultivo de sorgo sacarino para a produção do etanol. A intenção é que a planta seja usada como alternativa nos meses de entressafra.
De acordo com Cristiano Peraceli, gerente de produção agrícola da Raizen, o trabalho, que ainda é experimental, apresenta vantagens. “É uma planta que acumula açúcar no terço final, mas também ao longo de toda a haste, existem açúcares que são aproveitados pela indústria”, afirmou ao Globo Rural.
No ano passado, a usina testou o sorgo em um espaço de mil hectares, já neste ano a área ocupada foi de 650 hectares. Apesar da redução, a expectativa é produzir o dobro de álcool, uma vez que diversas falhas foram corrigidas.
Um das mudanças no manejo do sorgo sacarino refere-se à forma como a planta é aproveitada. Nas primeiras experiências, uma parte das sementes era descartada por conter muito amido, fato que interferia no processo de fermentação. Agora, eles já utilizam uma tecnologia em que é possível fazer proveito da haste inteira, consequentemente, aumentando a produtividade.
A empresa espera que ao fim do ciclo de produção todos os custos possam compensar financeiramente. O gerente de produção se diz confiante na forma alternativa de produzir álcool. “O potencial do sorgo é grande na produção do etanol e vai depender de cada unidade produtora entender a planta como alternativa e fazer o resultado aparecer”. Entretanto, ele ressalta que a intenção não é substituir a cana na produção do etanol, mas sim utilizar o sorgo como um complemento.

Fonte: Ciclo Vivo

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Arranjos possíveis do sistema integração lavoura, pecuária e floresta serão demonstrados na Agrishow

No ano de comemoração de seus 40 anos, a Embrapa participará da 20a edição da Agrishow levando 80 tecnologias para o produtor rural, seja ele agricultor familiar ou grande empresário. “Nesse sentido, a empresa vem mantendo sua tradição e compromisso com a sociedade de desenvolver e apresentar opções tecnológicas diversificadas ao homem do campo”, destaca Ladislau Skorupa, Chefe Adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP). 

Nessa edição da Agrishow a Embrapa participará em dois espaços da feira: no estande do Ministério da Agricultura (Mapa) e na área de Dinâmica, em duas partes distintas, onde serão apresentadas suas tecnologias no campo. 

No estande institucional serão apresentadas ao visitante todas as tecnologias  expostas na feira por meio de painel eletrônico, vídeos, folderes e publicações técnicas.

Uma das novidades desse ano a apresentação de uma área de 16ha destinada ao sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF), pela Embrapa Cerrados (Planaltina, DF). Skorupa explica que “nesse espaço serão demonstrados alguns dos arranjos possíveis desse sistema. Dentre eles, o visitante poderá identificar desde o mais simples, como o Sistema Santa Fé, considerado o símbolo da iLPF no Brasil, até arranjos mais complexos envolvendo diversas gramíneas e leguminosas”.

“Será, portanto, uma grande oportunidade para os interessados (empresários, produtores, professores e estudantes) conhecerem o sistema no campo com algumas de suas possíveis variações”, ressalta Skorupa.

iLPF é uma estratégia de produção sustentável, que integra atividades agrícolas, pecuárias e florestais, realizadas na mesma área, em cultivo consorciado, em sucessão ou rotacionado, buscando efeitos sinérgicos entre os componentes do agroecossistema, contemplando a adequação ambiental, a valorização do homem e a viabilidade econômica. 

Envolve sistemas produtivos diversificados, de origens vegetal e animal, realizados com o objetivo de otimizar os ciclos biológicos das plantas e dos animais, bem como dos insumos e seus respectivos resíduos. A iLPF pode trazer grandes contribuições em termos de recuperação de áreas degradadas, manutenção e reconstituição da cobertura florestal, promoção e geração de emprego e renda, adoção de boas práticas agropecuárias (BPA), melhoria das condições sociais, adequação da unidade produtiva à legislação ambiental e valorização de serviços ambientais oferecidos pelos agroecossistemas, como conservação dos recursos hídricos e edáficos, abrigo para os agentes polinizadores e de controle natural de insetos-pragas e doenças, fixação de carbono; (iv) redução da emissão de gases de efeito estufa, reciclagem de nutrientes; e biorremediação do solo.

A estratégia de iLPF contempla quatro modalidades:

Integração Lavoura-Pecuária – Agropastoril, que é um sistema que integra os componentes lavoura e pecuária, em rotação, consórcio ou sucessão, na mesma área, em um mesmo ano agrícola ou por múltiplos anos. 

Integração Lavoura-Pecuária-Floresta – Agrossilvipastoril, sistema que integra os componentes lavoura, pecuária e floresta, em rotação, consórcio ou sucessão, na mesma área. O componente lavoura restringe-se (ou não) à fase inicial de implantação do componente florestal.

Integração Pecuária-Floresta – Silvipastoril - sistema que integra os componentes pecuária e floresta em consórcio.

Integração Lavoura-Floresta - Silviagrícola - Sistema que integra os componentes floresta e lavoura, pela consorciação de espécies arbóreas com cultivos agrícolas (anuais ou perenes).

“Por meio dessa tecnologia, o Brasil pode triplicar a produção de alimentos, fibras e energia sem a necessidade de utilizar áreas de florestas nativas, pois essa expansão se dará em áreas de pastagens em degradação, ou seja, já antropizadas”, explica o Chefe Adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cerrados e presidente do Conselho Técnico da Rede de Fomento em iLPF, Luiz Carlos Balbino. “Com esse sistema, o produtor pode, ainda, atender à legislação ambiental, realizando a adequação da área com a constituição, por exemplo, da Reserva Legal e da Área de Preservação Permanente sem comprometer a rentabilidade do negócio”, acrescenta.

Skorupa lembra que “o incentivo ao aumento das áreas de iLPF no Brasil faz parte do  Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura - Plano ABC do Governo Federal”.

O Plano ABC é constituído por 7 Programas, um dos quais destinado à iLPF, que prevê uma ampliação da adoção de sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF) no País em 4 milhões de hectares até o ano de 2020. Para que essa meta seja atingida diversas ações governamentais estão sendo implementadas, incluindo linhas de crédito subsidiadas para incentivar sua adoção.

No início de abril, foi aprovado no Senado o substitutivo ao Projeto de Lei 708/2007, que cria a Política Nacional de integração Lavoura-Pecuária-Floresta. O PL aguarda a sanção pela presidente Dilma Roussef. Além de dispor sobre os princípios da Política, também estende os benefícios da Lei de Política Agrícola (Lei 8171/91) aos produtores que adotarem os sistemas de integração para a recuperação em áreas degradadas ou em degradação. “Essa lei será um importante instrumento para apoiar políticas públicas para a ampliação da adoção da iLPF em todo o território brasileiro”, afirma Balbino.

Haverá transporte disponível no estande da Embrapa para a área de iLPF.

Fonte: Embrapa

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Impactos negativos ao meio ambiente custam US$ 4,7 trilhões por ano.

A iniciativa Economia dos Ecossistemas e Biodiversidade, Teeb, calcula que os 100 principais fatores de impacto negativo ao meio ambiente custam, por ano, US$ 4,7 trilhões, ou mais de R$ 9 trilhões, para a economia mundial.
O relatório da Teeb, parceira do Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, foi lançado nesta segunda-feira em Nova Déli. Segundo o estudo, os custos são gerados pela emissão de gases de efeito estufa, uso da água e da terra, poluição do ar, da terra e da água e desperdício.
Agricultura e Pesca
Foram analisados os setores de agricultura, pesca, florestas, mineração, exploração de gás e de petróleo e também a produção de cimento, aço, papel, celulose e petroquímicos.
A queima de carvão para geração de energia no leste da Ásia gera um gasto de US$ 453 bilhões por ano, segundo o estudo. O valor é estimado em cima dos impactos causados pela emissão de gases de efeito estufa e os custos para a saúde por causa da poluição.
Gado e Arroz
A criação de gado na América do Sul causa o segundo pior impacto ambiental, de US$ 354 bilhões todos os anos. No topo da lista estão ainda a produção de trigo e arroz na Ásia e a fabricação de ferro, aço e cimento.
A iniciativa Teeb lembra que a demanda do consumo deverá crescer nos próximos anos, com o aumento da classe média, especialmente em países emergentes. Por outro lado, é cada vez maior a escassez de recursos e a degradação dos ecossistemas.
Economia Verde
O relatório identifica riscos financeiros causados por externalidades ambientais, como mudança climática, poluição, e uso da terra. É sugerido ao setor de negócios e a investidores que levem em conta o impacto financeiro ambiental na hora de tomar decisões.
O estudo avaliou 500 setores de negócios. Para o diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner, os números do relatório ressaltam “a urgência em se fazer a transição para a economia verde, no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza”.
* Publicado originalmente no site Rádio ONU e retirado do site CarbonoBrasil.
(CarbonoBrasil)

Fonte: Envolverde

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