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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Cerca de 13 milhões de hectares de florestas são destruídos por ano

Mais de um bilhão de pessoas no mundo dependem de florestas para abrigo, trabalho, alimentos, água, medicina e segurança. As florestas também absorvem o carbono, estabilizam o clima, regulam os ciclos de água e fornecem habitats para a biodiversidade.

Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), investir em uma floresta saudável não é só vital para o bem-estar humano e ambiental, mas também crucial na transição para uma economia verde. O alerta foi feito devido a um dado alarmante: a mata está sendo destruída em um ritmo acelerado – são cerca de 13 milhões de hectares por ano. Para a organização, investir na gestão florestal e nas atividades de reflorestamento poderia contribuir significativamente na transição para uma economia verde – de baixa produção de carbono, com eficiência de recursos e socialmente inclusiva.

“Uma economia verde é aquela no qual o aumento da renda e de empregos é impulsionado por investimentos públicos e privados que reduzem as emissões de carbono e da poluição, aumentam a eficiência energética e dos recursos e impedem a perda da biodiversidade e dos ecossistemas”, conceitua o Pnuma.

Valor
O programa colaborativo das Nações Unidas sobre Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (em inglês, Redd+) busca criar um valor financeiro para o carbono armazenado nas florestas, oferecendo incentivos para os países em desenvolvimento para reduzir as emissões e investir em tecnologias de baixa emissão de carbono para o desenvolvimento sustentável.

“O objetivo é incentivar os países em desenvolvimento a reduzir o desmatamento de modo que as florestas possam capturar mais carbono, suavizando as mudanças climáticas, para ajudar na adaptação desses países às mudanças climáticas e fazer uma contribuição para as suas economias nacionais”, afirmou o chefe do escritório do Pnuma que lida com as florestas e as mudanças climáticas, Tim Christophersen, durante o Fórum das Nações Unidas sobre Florestas (UNFF10), em Istambul, Turquia, finalizado o dia 19 de abril.

Conscientização sobre a biodiversidade é crescente, aponta pesquisa da UEBT


União pelo Biocomércio Ético aponta uma crescente conscientização mundial com relação ao meio ambiente, sendo que no Brasil o índice de pessoas que já ouviram falar em biodiversidade chegaria a 96%.
Já faz algum tempo que empresas estão percebendo que a fatia de consumidores que levam em conta questões ambientais quando fazem suas compras está ficando significante. Certificações, padrões de qualidade e garantia de origem de matéria-prima, tudo isso está passando a ter uma maior importância para o mundo dos negócios. Confirmando essa tendência, o Barômetro da Biodiversidade 2013, divulgado nesta semana, apresenta um crescimento da conscientização ambiental em 11 países.
n610 192x300  Conscientização sobre a biodiversidade é crescente, aponta pesquisa da UEBTO Barômetro foi criado em 2009 pela União pelo Biocomércio Ético (UEBT), uma associação sem fins lucrativos formada por diversas empresas e entidades, entre elas o IMAFLORA e a Natura. Em 2013, a pesquisa entrevistou mil pessoas do Brasil, China, Alemanha, França, Peru, Suíça, Reino Unido, Japão, Índia, Coreia do Sul e Estados Unidos, e apontou que 75% dos consumidores já ouviram falar sobre biodiversidade, enquanto 48% deram uma definição correta dela.
“O Barômetro da Biodiversidade é uma importante fonte de dados sobre as tendências globais de informação sobre a biodiversidade. Os resultados não só mostram uma crescente conscientização, mas também que o respeito à biodiversidade gera grandes oportunidades de negócios”, afirmou Bráulio Ferreira de Souza Dias, Secretário Executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU (CBD).
No Brasil, 96% dos entrevistados já tinham ouvido falar de biodiversidade, o maior índice entre os países pesquisados. Desse total, 51% deram a definição correta e 25%, uma definição parcial. Os brasileiros disseram que aprendem sobre a biodiversidade em documentários, na escola e pela publicidade.
A China também aparece com destaque, com um índice de conscientização de 94%, sendo que 64% dos consumidores chineses definiram corretamente o que biodiversidade significa.
“Os resultados não são surpresa. Nos últimos anos, o governo e as organizações da sociedade civil na China realizaram diversas ações para informar sobre questões ligadas à biodiversidade”, relata Zhang Wenguo, Ministro da Proteção Ambiental da China.
No geral, os jovens são os mais inteirados sobre biodiversidade (80% estão familiarizados), assim como as pessoas de maior renda e maior escolaridade. A mídia tradicional segue como principal fonte de informações: 51% dos respondentes afirmaram que aprenderam sobre biodiversidade com a televisão; e 33%, nos jornais e revistas.
Considerando os cinco anos de existência do Barômetro, 67% dos 11 mil consumidores entrevistados já ouviram falar em biodiversidade. Além disso, 80% dizem querer saber mais sobre como as companhias adquirem seus ingredientes.
Nesse período, a pesquisa também acompanhou o aumento dos relatórios empresariais sobre biodiversidade. Entre as 100 maiores companhias de cosméticos, apenas 13% mencionavam o tema em seus documentos em 2009; hoje são 32%.
“Atualmente 32 das 100 empresas líderes mundiais no setor de beleza incluem a biodiversidade nas suas ferramentas de comunicação corporativa como sites e relatórios de sustentabilidade. O índice é consideravelmente maior do que era em 2009, mas ainda bem abaixo do que encontramos entre as 100 maiores companhias do ramo de alimentação”, afirma Rik Kutscg Lojenga, Diretor Executivo da UEBT.
Entre as companhias de alimentação, 91% mencionam o desenvolvimento sustentável em seus relatórios anuais, sendo que 53% se referem à biodiversidade e 31% abordam os impactos ambientais da cadeia de fornecedores.
A pesquisa também perguntou aos entrevistados quais as três marcas que eles associam mais ao respeito à biodiversidade. No Brasil, as empresas mais citadas foram: Natura, Avon e O Boticário.
O Barômetro da Biodiversidade 2013 pode ser conseguido pelo site da União pelo Biocomércio Ético.

Fonte: CarbonoBrasil 

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Projeto inclui Brasil na Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias

A Câmara analisa a adesão do Brasil à Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS), assinada em Bonn, na Alemanha, em 1979. O instrumento entrou em vigor em 1983 e hoje tem 116 países signatários. A proposta está no Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 808/12, da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional.

Entre as espécies migratórias ameaçadas, estão tartarugas marinhas, tubarões, albatrozes, baleias, gorilas e elefantes.

Pelo acordo, os países deverão dar proteção imediata às espécies migratórias em extinção, além de promover pesquisas sobre elas. Também deverão conservar e restaurar os habitats que sejam importantes para evitar a extinção; prevenir ou minimizar os efeitos adversos das atividades que dificultam a migração; e controlar os fatores que ameacem as espécies, inclusive efetuando controle rigoroso sobre a introdução de espécies exóticas.

Apesar de ainda não ser parte da Convenção, o Brasil é signatário de dois acordos firmados ao seu abrigo: o Acordo para a Conservação de Albatrozes e Petréis (ACAP), e o Memorando de Entendimento sobre a Conservação de Aves Campestres do Sul da América do Sul e de seus Habitats.

Tramitação

A matéria será analisada em regime de urgência pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Constituição e Justiça e de Cidadania; e também pelo Plenário.

Fonte: Instituto Carbono Brasil

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Arrecadação pelo uso dos recursos hídricos soma R$ 563 milhões

Entre 2003 e 2012, a cobrança pelo uso dos recursos hídricos no Brasil arrecadou aproximadamente R$ 563 milhões tanto em rios de domínio da União (os interestaduais ou transfronteiriços) quanto em rios estaduais. Este é um dos novos dados que a Agência Nacional de Águas (ANA) disponibiliza na página sobre a cobrança em seu site. O internauta também pode acessar um mapa que ilustra as bacias hidrográficas onde a cobrança já foi implementada ou está em fase de implementação.

Na seção de legislação, a ANA torna pública uma tabela comparativa dos critérios e valores de cada uma das bacias hidrográficas com cobrança implementada ou em implementação. Além disso, há todas as deliberações dos comitês de bacias hidrográficas sugerindo os valores a serem cobrados, assim como as respectivas aprovações do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), para rios de domínio da União, ou dos conselhos estaduais de recursos hídricos.  Também podem ser visualizados os decretos dos governadores dos estados que os exigem.

Saiba mais sobre a cobrança

A cobrança pelo uso de recursos hídricos é um dos instrumentos de gestão da Política Nacional de Recursos Hídricos, instituída pela Lei nº 9.433/97. Seus objetivos são: dar ao usuário uma indicação do valor da água, incentivar o uso racional da água e obter recursos financeiros para recuperação das bacias hidrográficas do País. A cobrança não é um imposto, mas uma remuneração pelo uso do bem público que é a água.

Segundo a Lei nº 9.433/97, cabe aos comitês – compostos por usuários de água, sociedade civil e Poder Público – pactuar e propor ao respectivo conselho de recursos hídricos os mecanismos e valores de cobrança a serem adotados na sua área de atuação. Além disso, estes colegiados estabelecem uma destinação específica para os recursos arrecadados: a recuperação das bacias hidrográficas do País.

Implementação da cobrança em rios de domínio da União


A cobrança em águas de domínio da União somente se inicia após a aprovação pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH) dos mecanismos e valores propostos pelo comitê de bacia. Compete à ANA implementar, em articulação com os comitês, a cobrança pelo uso de recursos hídricos de domínio da União, operacionalizá-la e repassar os valores arrecadados à agência de água da bacia ou à entidade delegatária de suas funções, conforme determina a Lei nº 10.881/04. Quatro bacias com rios de domínio da União já têm a cobrança em funcionamento. São elas: Doce; Paraíba do Sul; Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ); e São Francisco.

Fonte: http://www.institutocarbonobrasil.org.br

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Produtos inspirados pela natureza dobram a cada ano no mercado.

Agência Fapesp – A planta de lótus (Nelumbo nucifera) virou símbolo de pureza espiritual por sua capacidade de se manter impecavelmente limpa apesar do ambiente lamacento em que vive. Tal façanha pode ser explicada pela presença de nanocristais de cera na superfície de suas folhas capazes de repelir a água de maneira muito eficaz. As gotas que ali caem assumem uma forma quase perfeitamente esférica, deslizam com facilidade e levam consigo a sujeira e os microrganismos.
Tal fenômeno, batizado pelos cientistas de “efeito lótus”, serviu de inspiração para o desenvolvimento de tintas, vidros e tecidos autolimpantes, que dispensam o uso de detergentes, além de equipamentos eletrônicos à prova d’água.
Já a superfície única da pele do tubarão de galápagos (Carcharhinus galapagensis), repleta de minúsculas protuberâncias que funcionam como um repelente natural de bactérias, inspirou o desenvolvimento de biofilmes para revestir camas hospitalares, entre outras aplicações.
Esses e outros exemplos de tecnologias inspiradas pela natureza foram apresentados pela bióloga norte-americana Janine Benyus durante o Simpósio Internacional Biomimética & Ecodesign, realizado pela Fapesp e pela Natura no dia 11 de abril.
Benyus é pioneira em um campo de pesquisa emergente, a biomimética, que propõe aos cientistas usar a biodiversidade não como fonte de matéria-prima para a indústria, mas como fonte de ideias para o design e o desenvolvimento de produtos e de sistemas.
“O número de produtos inspirados pela natureza dobra a cada ano no mercado e o número de publicações científicas na área duplica a cada dois ou três anos. É um campo do conhecimento que cresce muito rapidamente”, contou Benyus.
Durante a palestra, a bióloga mostrou de que forma a biomimética pode ajudar a superar desafios globais, como garantir o acesso à água potável, à alimentação e à energia, além de reduzir as emissões de carbono. Entre os casos citados, está um dispositivo capaz de capturar a umidade do ar e usá-la para irrigar plantações de forma dez vezes mais eficiente que as redes coletoras de neblina tradicionais.
O autor original da ideia é o besouro da Namíbia (Stenocara gracilipes), morador de áreas desérticas que, durante a madrugada, coleta o sereno com a ajuda de microcanais na superfície de seu corpo feitos de materiais hidrofóbicos (como as folhas de lótus) e hidrofílicos (que, ao contrário, atraem a água). As microgotículas fluem pelos microcanais do dorso e unem-se para formar gotas grandes, que chegam até a boca do animal.
“Existem duas formas de fazer biomimética. Uma delas é partir de um desafio de design e buscar um modelo biológico capaz de realizar aquela função que você precisa. A outra é observar um fenômeno interessante do mundo natural e procurar aplicações para ele”, afirmou Benyus.
O princípio não serve apenas para o desenvolvimento de produtos. Pode inspirar, por exemplo, o planejamento de cidades sustentáveis, que funcionem como um ecossistema natural. “Ecossistemas naturais, como as florestas tropicais, são generosos. Limpam o ar, limpam a água, fertilizam o solo. Produzem serviços que beneficiam também outros habitats. É isso que as cidades deveriam fazer”, opinou.
Construir pontes
Antes de trabalhar como consultora de empresas interessadas em encontrar soluções para criar produtos sustentáveis, Benyus era escritora de livros de história natural.
“Como bióloga, eu via muitos pesquisadores estudando como as folhas fazem fotossíntese e como os ecossistemas trabalham tão bem em conjunto. Por outro lado, havia um interesse crescente das empresas por soluções mais sustentáveis. Mas os designers não enxergavam as pesquisas produzidas pelos biólogos. Era preciso construir uma ponte entre eles”, contou em entrevista à Agência Fapesp.
Há 15 anos, Benyus publicou o livro Biomimicry: Innovation Inspired by Nature, no qual reuniu diversas pesquisas sobre o tema e introduziu o termo “Biomimética”. Desde então, além de prestar consultoria empresarial, a americana oferece um serviço sem fins lucrativos para instituições acadêmicas e cursos de especialização para biólogos, químicos, engenheiros, arquitetos e demais cientistas interessados em se aprofundar no tema. Todos os serviços estão reunidos no Instituto Biomimicry 3.8.
Benyus também mantém o portal Ask Nature , que reúne um enorme banco de dados taxonômicos e permite aos pesquisadores interessados em biomimética realizar gratuitamente buscas de estratégias do mundo natural para lidar com um determinado desafio.
“Tudo que os organismos naturais fazem para saciar suas necessidades – comer, respirar, acasalar – contribui de alguma forma para a fertilidade do habitat em que vivem. Os dejetos dos animais adubam o solo, o dióxido de carbono que expiram é usado pelas plantas na fotossíntese. A vida criou um sistema generoso e essa é a razão pela qual esse material genético existe há 10 mil gerações. A única forma de garantir o futuro de nossos filhos, netos e bisnetos é cuidar do lugar em que vão viver. Tem de aprender a ser generoso. É o que a vida faz”, defendeu.
Design sustentável
Ainda durante o Simpósio Internacional Biomimética & Ecodesign, Tim McAloone, professor do Departamento de Engenharia Mecânica da Danmarks Tekniske Universitet, na Dinamarca, falou sobre outra estratégia que permite às empresas criarem processos e produtos ambientalmente adequados: o ecodesign.
“Design para o ambiente é um conceito que permeia todas as fases do ciclo de vida de um produto, desde a escolha do material, do processo de manufatura e dos meios de transporte,até a distribuição e o descarte”, explicou.
Como exemplo, citou uma cadeira de escritório desenvolvida pela empresa americana Steelcase. Com um número menor de peças e materiais diferenciados, foi possível reduzir 15% o peso de transporte e o volume, além de tornar o processo de reciclagem mais fácil e de aumentar a durabilidade.
Além de apresentar aos cientistas critérios-chave para o design sustentável, McAloone falou sobre meios para implantar essa forma de planejamento nas organizações e divulgou um guia gratuito para o desenvolvimento de produtos disponível para download no site: www.kp.mek.dtu.dk/Forskning/omraader/ecodesign/guide.aspx.
Parceria
Na abertura do simpósio, o diretor de Ciência e Tecnologia da Natura, Vitor Fernandes, afirmou que o objetivo do evento era unir dois temas considerados pela empresa “bastante complementares”. “Queremos discutir com a comunidade científica de que forma isso pode ser aprofundado, expandido e gerar valor para a sociedade, as empresas e a ciência”, disse.
O diretor científico da Fapesp, Carlos Henrique de Brito Cruz, ressaltou que a parceria com a Natura faz parte dos esforços da Fapesp para promover a interação entre pesquisadores de instituições acadêmicas paulistas e aqueles que atuam em empresas.
“No Estado de São Paulo existe um grau de interação entre empresa e universidade comparável ao de qualquer lugar do mundo onde há boas pesquisas e boa ciência”, disse Brito Cruz.
Segundo dados da National Science Foundation, em 2010, aproximadamente 6% do dinheiro investido em pesquisa nas universidades norte-americanas veio de empresas. “Na Europa esse percentual varia entre 3% e 10%. Em universidades paulistas, como USP, Unesp e Unicamp, está entre 5% e 10%. São percentuais comparáveis em termos de volume de recursos e de quantidade de projetos”, disse Brito Cruz.
Mas, para que a parceria dê certo, ponderou o diretor científico da Fapesp, é preciso que a empresa tenha sua própria atividade de pesquisa. “Assim conseguirá perceber onde precisa de ajuda e montar uma pauta de pesquisa. A colaboração com a universidade não substitui a pesquisa interna da empresa”, destacou.
* Publicado originalmente no site Agência Fapesp.
(Agência Fapesp)

Fonte: Envolverde

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