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sexta-feira, 19 de abril de 2013

Redução de proteínas na dieta de bovinos diminui custos e impacto ambiental

Redução de proteínas na dieta de bovinos diminui custos e impacto ambientalAproveitar ao máximo o alimento ingerido pelo animal, aumentando a eficiência e reduzindo os impactos ambientais. Este é o objetivo de um ramo recente da ciência animal, a chamada nutrição de precisão. 

Por meio de ajustes na dieta de bovinos e ovinos, é possível eliminar excessos, economizar e poluir menos o meio ambiente, sem perder os requisitos nutricionais necessários ao crescimento e à produtividade dos animais. 

Um dos defensores do novo conceito, o pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste Alexandre Pedroso aposta na redução do uso de proteínas na dieta de vacas em lactação. Testes feitos no sistema de produção de leite da Embrapa mostram que em muitos casos é possível diminuir o teor de proteínas da dieta sem comprometer o desempenho do animal. 

As proteínas são os compostos mais caros na dieta animal, assim como ocorre na alimentação humana. Portanto, utilizar menos farelo de soja, farelo de algodão e farelo de amendoim, para citar as fontes de proteína mais comuns no Brasil, significa economia. 

Na Embrapa Pecuária Sudeste, Alexandre fez um teste em 2012 num rebanho de 90 vacas em lactação, com produção média de 27 quilos de leite por vaca/dia. No período das águas, em que as vacas pastejam forragem de alta qualidade, foi possível diminuir a inclusão de fontes proteicas em 62 quilos por dia, aumentando o milho e reduzindo o farelo de soja. Isso representou uma economia de R$ 1,32 por vaca diariamente. No período, o dinheiro poupado totalizou R$ 24.870. E as vantagens não são apenas econômicas. 

Eliminar o excesso de proteína da dieta significa menos nitrogênio excretado pelos animais. O nitrogênio é o principal elemento das proteínas, além de potencialmente poluidor de águas e solos. Experimentos semelhantes têm sido relatados por importantes publicações científicas e técnicas nos Estados Unidos. Na prática, para saber se seu rebanho consome mais nutrientes do que o necessário, é preciso contar com o auxílio de um profissional capacitado em nutrição animal, para avaliar a dieta. 

Medidas simples - Eliminar o uso excessivo proteínas é apenas um dos itens estudados pela nutrição de precisão. Outras possibilidades são buscar a eficiência no uso de minerais e de energia, por exemplo. Para isso, segundo Alexandre, não são necessárias máquinas sofisticadas. "Nutrição de precisão é basicamente ser preciso ao alimentar os animais: elevar os padrões de qualidade, ter um controle rígido do fluxo de insumos, evitar desperdícios, entre outras medidas simples", explica. 

Fonte: Embrapa

Arranjos possíveis do sistema integração lavoura, pecuária e floresta serão demonstrados na Agrishow

No ano de comemoração de seus 40 anos, a Embrapa participará da 20a edição da Agrishow levando 80 tecnologias para o produtor rural, seja ele agricultor familiar ou grande empresário. “Nesse sentido, a empresa vem mantendo sua tradição e compromisso com a sociedade de desenvolver e apresentar opções tecnológicas diversificadas ao homem do campo”, destaca Ladislau Skorupa, Chefe Adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP). 

Nessa edição da Agrishow a Embrapa participará em dois espaços da feira: no estande do Ministério da Agricultura (Mapa) e na área de Dinâmica, em duas partes distintas, onde serão apresentadas suas tecnologias no campo. 

No estande institucional serão apresentadas ao visitante todas as tecnologias  expostas na feira por meio de painel eletrônico, vídeos, folderes e publicações técnicas.

Uma das novidades desse ano a apresentação de uma área de 16ha destinada ao sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF), pela Embrapa Cerrados (Planaltina, DF). Skorupa explica que “nesse espaço serão demonstrados alguns dos arranjos possíveis desse sistema. Dentre eles, o visitante poderá identificar desde o mais simples, como o Sistema Santa Fé, considerado o símbolo da iLPF no Brasil, até arranjos mais complexos envolvendo diversas gramíneas e leguminosas”.

“Será, portanto, uma grande oportunidade para os interessados (empresários, produtores, professores e estudantes) conhecerem o sistema no campo com algumas de suas possíveis variações”, ressalta Skorupa.

iLPF é uma estratégia de produção sustentável, que integra atividades agrícolas, pecuárias e florestais, realizadas na mesma área, em cultivo consorciado, em sucessão ou rotacionado, buscando efeitos sinérgicos entre os componentes do agroecossistema, contemplando a adequação ambiental, a valorização do homem e a viabilidade econômica. 

Envolve sistemas produtivos diversificados, de origens vegetal e animal, realizados com o objetivo de otimizar os ciclos biológicos das plantas e dos animais, bem como dos insumos e seus respectivos resíduos. A iLPF pode trazer grandes contribuições em termos de recuperação de áreas degradadas, manutenção e reconstituição da cobertura florestal, promoção e geração de emprego e renda, adoção de boas práticas agropecuárias (BPA), melhoria das condições sociais, adequação da unidade produtiva à legislação ambiental e valorização de serviços ambientais oferecidos pelos agroecossistemas, como conservação dos recursos hídricos e edáficos, abrigo para os agentes polinizadores e de controle natural de insetos-pragas e doenças, fixação de carbono; (iv) redução da emissão de gases de efeito estufa, reciclagem de nutrientes; e biorremediação do solo.

A estratégia de iLPF contempla quatro modalidades:

Integração Lavoura-Pecuária – Agropastoril, que é um sistema que integra os componentes lavoura e pecuária, em rotação, consórcio ou sucessão, na mesma área, em um mesmo ano agrícola ou por múltiplos anos. 

Integração Lavoura-Pecuária-Floresta – Agrossilvipastoril, sistema que integra os componentes lavoura, pecuária e floresta, em rotação, consórcio ou sucessão, na mesma área. O componente lavoura restringe-se (ou não) à fase inicial de implantação do componente florestal.

Integração Pecuária-Floresta – Silvipastoril - sistema que integra os componentes pecuária e floresta em consórcio.

Integração Lavoura-Floresta - Silviagrícola - Sistema que integra os componentes floresta e lavoura, pela consorciação de espécies arbóreas com cultivos agrícolas (anuais ou perenes).

“Por meio dessa tecnologia, o Brasil pode triplicar a produção de alimentos, fibras e energia sem a necessidade de utilizar áreas de florestas nativas, pois essa expansão se dará em áreas de pastagens em degradação, ou seja, já antropizadas”, explica o Chefe Adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cerrados e presidente do Conselho Técnico da Rede de Fomento em iLPF, Luiz Carlos Balbino. “Com esse sistema, o produtor pode, ainda, atender à legislação ambiental, realizando a adequação da área com a constituição, por exemplo, da Reserva Legal e da Área de Preservação Permanente sem comprometer a rentabilidade do negócio”, acrescenta.

Skorupa lembra que “o incentivo ao aumento das áreas de iLPF no Brasil faz parte do  Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura - Plano ABC do Governo Federal”.

O Plano ABC é constituído por 7 Programas, um dos quais destinado à iLPF, que prevê uma ampliação da adoção de sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF) no País em 4 milhões de hectares até o ano de 2020. Para que essa meta seja atingida diversas ações governamentais estão sendo implementadas, incluindo linhas de crédito subsidiadas para incentivar sua adoção.

No início de abril, foi aprovado no Senado o substitutivo ao Projeto de Lei 708/2007, que cria a Política Nacional de integração Lavoura-Pecuária-Floresta. O PL aguarda a sanção pela presidente Dilma Roussef. Além de dispor sobre os princípios da Política, também estende os benefícios da Lei de Política Agrícola (Lei 8171/91) aos produtores que adotarem os sistemas de integração para a recuperação em áreas degradadas ou em degradação. “Essa lei será um importante instrumento para apoiar políticas públicas para a ampliação da adoção da iLPF em todo o território brasileiro”, afirma Balbino.

Haverá transporte disponível no estande da Embrapa para a área de iLPF.

Fonte: Embrapa

terça-feira, 16 de abril de 2013

Produção integrada de morango será apresentada na Agrishow 2013

A Embrapa estará na 20ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação - Agrishow, de 29 de abril a 3 de maio de 2013, em Ribeirão Preto, SP. No ano de comemoração de seus 40 anos, participa com 15 Unidades e 80 tecnologias para o produtor rural, seja ele agricultor familiar ou grande empresário.

“Nesse sentido, a empresa vem mantendo sua tradição e compromisso com a sociedade de desenvolver e apresentar opções tecnológicas diversificadas ao homem do campo”, destaca Ladislau Skorupa, Chefe Adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP).



Foto: Daniel Spoljaric Abicair

Nessa edição, a Embrapa está em dois espaços da feira: no estande do Ministério da Agricultura - Mapa e na área de Dinâmica, onde serão demonstradas suas tecnologias no campo.

No estande do Mapa serão apresentadas ao visitante todas as tecnologias expostas por meio de painel eletrônico, vídeos, folderes e publicações técnicas.

Para o agricultor familiar está reservado um espaço especial na área de campo na tenda Espaço Agricultura Familiar, com diversas tecnologias voltadas para o pequeno produtor. Também será demonstrado o sistema de Produção Integrada de Morango - PIMo, com destaque para os pré-requisitos para a obtenção da certificação da produção e a criação de abelhas sem ferrão, entre outras.

Produção integrada de Morango – PIMo

A Produção Integrada (PI Brasil) é um programa coordenado pelo Mapa, passível de certificação chancelada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e que conta com o apoio de um elevado número de instituições de pesquisa, ensino e extensão para seu fomento, desenvolvimento técnico e formação de multiplicadores envolvidos no processo de conversão do sistema convencional para o sustentável.

Vem atender a busca dos setores produtivos por alternativas ao denominado sistema convencional de produção, visando racionalizar e reduzir o uso de agroquímicos, estimular o equilíbrio do ecossistema e manter a segurança e qualidade dos produtos. A PIMo se apresenta como alternativa viável de orientação para implementação de boas práticas agrícolas associadas à rastreabilidade em todas as etapas do processo produtivo.

No Estado de São Paulo, um exemplo de sucesso da PI Brasil foi a obtenção da certificação da PIMo na região de Atibaia, Jarinu e Valinhos em 2011. Na safra 2012 os produtores certificados já comercializaram morangos com o selo Brasil Certificado – Agricultura de Qualidade.

Conforme Fagoni Calegario, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente responsável pelo programa na Embrapa, “com o monitoramento de pragas e doenças, o seu controle só ocorre quando há real necessidade. As primeiras tentativas são feitas usando-se controles físicos e biológicos. Em último caso utilizam-se os agrotóxicos. E mesmo assim, as normas da PIMo só permitem utilização de produtos registrados pelo Mapa, de forma disciplinada e com os devidos cuidados de proteção ao aplicador. Cada utilização precisa ser anotada no caderno de campo, que será depois auditado”.

Se todas essas etapas forem cumpridas adequadamente, no final do processo o morango PIMo recebe o selo Brasil Certificado, chancelado pelo Inmetro.
Por priorizar o equilíbrio da planta com monitoramento da qualidade de água e solo e de pragas e doenças, a Produção Integrada promove eficiência no uso de recursos naturais e redução nos riscos de contaminação ambiental e humana. Contribui para a sustentabilidade pela redução de gastos com agrotóxicos e consequentemente redução de contaminação do ambiente, dos trabalhadores rurais e consumidores. As capacitações técnicas e obrigatoriedade de contratação de mão de obra especializada promovem aumento de emprego e renda e bem estar social.

A pesquisadora conta que o processo envolvendo os agricultores da região começou em 2006 na região de Atibaia, SP. “Foi um procedimento trabalhoso, mas que resultou em ganhos para os produtores. A necessidade agora é a divulgação do selo, para que seja conhecido por consumidores e pelos demais produtores”, enfatiza.

Cristina Tordin
Jornalista, MTB 28499
Embrapa Meio Ambiente

Fonte: Embrapa

terça-feira, 26 de março de 2013

Acordo comercial entre Estados Unidos e União Europeia afetaria agronegócio brasileiro, estima Ricupero

A formação de uma área de livre comércio entre Estados Unidos e União Europeia (UE) pode afetar as relações comerciais entre Brasil e bloco europeu, especialmente na área do agronegócio, avalia o diretor da Faculdade de Economia da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), embaixador Rubens Ricupero.

Para Ricupero, Brasil e EUA concorrem globalmente no campo do agronegócio. Por isso, uma possível redução na carga de impostos aos produtos norte-americanos que chegam ao continente europeu poderia impactar as exportações brasileiras.

– Somos concorrentes diretos em soja, suco de laranja, carnes em geral e milho – comentou Ricupero, que foi embaixador do Brasil em Washington.

– É perfeitamente possível que isso ocorra. Depende apenas de saber se eles vão de fato concluir um acordo muito amplo.

Ricupero lembra, entretanto, que há diversas áreas em que os EUA e União Europeia ainda precisam aparar arestas. 

– Há diferenças enormes. Os europeus têm uma atitude restritiva com relação a alimentos transgênicos; os americanos, não. Europeus não querem carne de animais engordados com hormônios, os americanos não têm essa preocupação. Não é fácil chegar a acordos amplos.

Na área industrial, ele descarta grandes impactos de uma possível área de livre comércio entre EUA e UE.

– A indústria brasileira não concorre nem com a norte-americana nem com  a indústria europeia – afirmou, ressaltando a superioridade dos dois frente ao Brasil. 


Fonte: http://agricultura.ruralbr.com.br

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