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quarta-feira, 8 de maio de 2013

Geólogos acham possível continente submerso a 1.500 km do RJ

Amostras de granito foram encontradas nas profundezas do Atlântico. Cientistas já apelidaram área de 'Atlântida brasileira'.





747 comentáriosGeólogos brasileiros anunciaram nesta segunda-feira (6) que foram encontrados, a 1.500 km da costa do Rio de Janeiro, indícios de que estaria ali um pedaço de continente que submergiu durante a separação da África e da América do Sul, época em que surgiu o Oceano Atlântico.



De acordo com Roberto Ventura Santos, diretor de geologia de recursos minerais do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), há dois anos, durante um serviço de dragagem (retirada de solo oceânico para análise) na região da Elevação do Rio Grande -- uma cordilheira marítima em águas brasileiras e internacionais -- foram encontradas amostras de granito, rocha considerada continental.



Ele explica que, inicialmente, levantou-se a hipótese de que o recolhimento de tais amostras fora engano ou acidente. No entanto, no último mês, uma expedição com cientistas do Brasil e Japão, a bordo do equipamento submersível Shinkai 6.500, observou a formação geológica que está em frente à costa brasileira e, a partir de uma análise, passou a considerar que a região pode conter um pedaço de continente que ficou perdido no mar por milhões de anos.



“Pode ser a 'Atlântida' do Brasil. Estamos perto de ter certeza, mas precisamos fortalecer essa hipótese. A certificação final deve ocorrer ainda este ano, quando vamos fazer perfurações na região para encontrar mais amostras”, explicou Ventura ao G1.



O diretor do CPRM não especificou a idade dessas rochas, no entanto, contou que os pedaços de crosta continental que foram encontrados são mais antigos que as rochas encontradas no assoalho oceânico, nome dado à superfície da Terra que fica abaixo do nível das águas do mar.



De acordo com Ventura, o próximo passo será enviar ao governo brasileiro uma solicitação para que o país reclame a área, que está em águas internacionais, junto à Autoridade Internacional de Fundos Marítimos (ISBA, na sigla em inglês), organismo ligado à Organização das Nações Unidas, para que seja realizada no local prospecção de recursos minerais e estudos relacionados ao meio ambiente.





Rochas encontradas durante expedição geológica à Elevação do Rio Grande, na costa brasileira (Foto: Divulgação/CPRM)









Pesquisador segura rocha com minério de ferro encontrada durante dragagem feita no ano passado, na região da Elevação do Rio Grande, na costa brasileira (Foto: Divulgação/CPRM)



terça-feira, 16 de abril de 2013

ONU: Degradação do solo gera perda de até 5% do PIB agrícola mundial.

Até 5% do PIB agrícola mundial está sendo perdido devido aos efeitos da degradação contínua do solo, alertou o novo estudo. A Economia da desertificação, da degradação e da seca, apresentado esta semana, durante a sessão de abertura da 2 ª Conferência Científica da Convenção da ONU de Combate à Desertificação (UNCCD) em Bonn, Alemanha.
O relatório — a primeira avaliação econômica desse tipo em mais de 20 anos — mostra que até 12% do PIB agrícola da África está sendo perdido devido à degradação ambiental, enquanto os níveis individuais de países variam amplamente, de 6% no Paraguai a 24% na Guatemala.
De acordo com a UNCCD, os custos sociais da degradação da terra são ainda mais surpreendentes, com quase 870 milhões de pessoas sofrendo de fome crônica no mundo. No leste da África, cerca de 3,7 milhões de pessoas ainda necessitam de assistência alimentar depois da seca de 2011.
“A desertificação, a degradação do solo e a seca são os principais obstáculos à criação de resiliência social e ambiental, à segurança alimentar global e à redução da pobreza significativa”, afirmou o Secretário Executivo da UNCCD, Luc Gnacadja, acrescentando que, sem ação, elas continuarão a ser um “calcanhar de Aquiles” para o desenvolvimento.
O encontro terminou na sexta-feira (12).
* Publicado originalmente no site CarbonoBrasil.
(CarbonoBrasil)

Fonte: Envolverde

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