quarta-feira, 8 de maio de 2013

Camisa que dura até 100 dias sem lavar poupa água e dinheiro

A camisa é um dos itens do vestuário masculino que mais costumam bater ponto na máquina de lavar. Ao contrário de outras peças, como calças e blazers, um único dia de uso pode ser suficiente para deixá-la em mau estado, sem possibilidade de ser usada novamente. Já calculou quanta água, energia, sabão e dinheiro são gastos nesse processo?




Pensando em resolver esses problemas, e otimizar a durabilidade da roupa, a startup americana Wool&Prince afirma ter desenvolvido uma camisa que pode ser usada por até 100 dias sem precisar lavar. Na prática, três lavagens por ano seriam mais do que suficientes.



Para provar que isso é possível, a empresa convidou 15 pessoas de várias partes do mundo para fazer a prova dos “100 dias”. Cada uma deveria usar a mesma camisa todos os dias e sem mudar a rotina. E o próprio criador da roupa resolveu fazer o teste.



Além das atividades comuns do dia-a-dia, como ir ao trabalho, ao supermercado ou sair para beber com os amigos, ele usou a camisa em situações que estimulam a produção de suor. Participava de maratonas, brincava de forma eufórica com animais de estimação em casa, chegando a rolar no chão, e ainda se acabava de dançar em baladas à noite – sempre com a mesma camisa.



O resultado? Segundo a empresa, nada de cheiro ruim, nada de amassados, nenhum sinal de que a camisa fora usada tantas vezes. A tecnologia por trás dessa proeza não é conhecida em detalhes. A empresa revela apenas que a camisa é feita de material mais resistente que algodão e que é composto por fios de lã superfinos, usados pela indústria da moda de luxo.



De acordo com a W&P, o tecido de fios de lã teria a capacidade de absorver o suor ( que depois evapora no ar) mais rápido que o algodão. Outra vantagem, segundo a empresa, é que a camisa feita com o material especial também se recuperaria mais rápido de amassados.



Viabilidade comercial – A supercamisa, que demorou seis meses para ser criada, ainda não está disponível no mercado. Para conseguir isso, a Wool&Prince busca fundos no Kickstarter, um site de financiamento coletivo que busca apoiar projetos inovadores. Em apenas oito dias, o projeto arrecadou 167 mil dólares de mais de 1000 pessoas, sendo que o objetivo era apenas de 30 mil dólares. A arrecadação vai atá dia 22 maio. (Fonte: Exame.com)

terça-feira, 7 de maio de 2013

Casa com fachada de algas produz energia, calor e biogás

Algas microscópicas, que podem fornecer material reciclável e combustível, enfeitam as paredes exteriores daquele que talvez seja o projeto mais original da exposição internacional da construção em Hamburgo (IBA, em alemão), aberta em março deste ano e prevista para terminar em novembro. A feira propõe um conceito inovador de arquitetura sustentável que, além de economizar, também produz energia.




A fachada da casa de algas tem 129 estruturas de vidro. Elas funcionam como aquários. Lá dentro, os microrganismos misturados na água alimentam um reator. As algas, microscópicas, sobrevivem com nutrientes na água e também sustentadas pelas emissões de um aquecedor a gás, instalado no térreo do prédio de cinco andares, que fornece dióxido de carbono (CO2) para a fotossíntese.



Além disso, as algas precisam de luz solar, que não falta num ambiente tão aberto. Mas o diretor da construtora SSC, Martin Kerner, que ajudou a desenvolver a casa de algas, afirma que os microrganismos não toleram tanta claridade porque costumam viver numa espécie de semi-sombra debaixo d’água. “Elas não podem com a luz direta do sol”.



Por isso existe um sistema responsável por bombear a água em círculos para garantir que as plantas fiquem expostas à radiação solar direta por pouco tempo. Do contrário, as chamadas “microalgas” morreriam devido ao calor excessivo. Todo o processo é um espetáculo para quem observa a fachada. De vez em quando dá até para ouvir as bolhas de ar.



No térreo do edifício, Kerner controla uma caldeira de metal que filtra as algas continuamente e delas extrai material reciclável. Entre os produtos fornecidos pelas algas, Kerner destaca um óleo, vendido especialmente para a indústria farmacêutica e de cosméticos. Um quilo de extratos de algas como esse chega a valer 60 euros. Os produtos das algas servem também como ingrediente de suplementos alimentares e ração animal. Até as sobras podem gerar biogás.



Mas os vidros da fachada não são apenas reatores para as algas. Também funcionam como uma espécie de aquecedor solar. O sol aquece a água do aquário. A energia gerada esquenta a água do prédio. No futuro, o objetivo de Kerner é que a casa não produza só biomassa de algas e calor, mas também eletricidade a partir de fontes neutra.



Apesar de toda a expectativa, Kerner diz que a obra é uma demonstração e não está pronta para o mercado. “Nos próximos anos queremos saber quanto de calor e biomassa o nosso sistema produziu e como essa biomassa pode ser usada”. A estimativa é de uma produção de 1,5 toneladas por ano de biomassa de algas, mas ainda não é certo se a casa vai produzir essa quantidade.



Uma coisa, no entanto, está clara: para um construtor comum, um empreendimento desse tipo “seria muito caro”, diz Martin Kerner. “Nossa fachada em Hamburgo tem uma área de reator de 200 metros quadrados e este é, provavelmente, o tamanho mínimo para um começo”. Segundo ele, o mais rentável seria ter áreas maiores., porque sempre é necessário ter um sistema completo de administração e de coleta dos extratos de algas, segundo Kerner. “São investimentos que só valem a pena a partir de um tamanho mínimo das construções”, como hoteis de luxo e arranha-céus comerciais. (Fonte: Terra)

BNDES aprova verba para monitorar a Amazônia em países vizinhos

R$ 23 milhões serão destinados para Brasil transferir tecnologia a 7 países. Programas do Inpe serão adaptados às realidades locais.




Em 9 países, floresta amazônica perdeu 240 mil km² de 2000 a 2010Estudo diz que demanda por carne e soja eleva pressão sobre AmazôniaEmissão de carbono na Amazônia cai 57% após redução no desmatamentoDesmatamento na Amazônia Legal é o menor já registrado, diz governoAmbientalistas pedem ações para reduzir ainda mais a devastaçãoFracasso do Fundo Amazônia causa desconforto entre países doadoresUm projeto de monitoramento do desmatamento da Amazônia em toda a América do Sul deve começar a sair do papel em breve.



Nesta sexta-feira (3), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou a aprovação de R$ 23 milhões, por meio do Fundo Amazônia, para o desenvolvimento e transferência de tecnologia de observação da floresta amazônica aos países que detêm partes da Amazônia e integram a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA).



Fazem parte do acordo multilateral, além do Brasil, os governos da Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela.



Seu objetivo é fazer com que essas nações conheçam o ritmo de devastação da floresta, combatam crimes ambientais, a exploração ilegal de madeira, além de reduzir os índices de queimada do bioma. Atualmente, não há dados oficiais disponíveis sobre a situação da cobertura florestal e desmatamento.



O primeiro desembolso dos R$ 23 milhões do Fundo Amazônia deve ocorrer após a assinatura do contrato entre o BNDES e a OTCA, ainda sem data para acontecer. A verba será paga à organização de acordo com a execução do projeto, prevista para ser totalmente implementada em cinco anos.



Tecnologia customizada

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) será o responsável por capacitar técnicos dos demais países para utilizarem imagens de satélite e identificar pontos de devastação, que deverão ser combatidos por políticas públicas de fiscalização. Já foram preparados 35 especialistas para operar a nova infraestrutura.



Segundo Cláudio Almeida, pesquisador do Inpe e um dos criadores do Centro Regional da Amazônia (CRA), órgão responsável pela transferência de conhecimento, os países amazônicos vão desenvolver sua própria plataforma a partir do software do Inpe, o TerraAmazon, desenvolvido para programas como o o Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), que fornece taxas anuais de desmatamento.



Ele explica que são necessárias adaptações na forma de monitoramento devido às diferenças específicas de práticas de desmatamento, além de formações geológicas características.



“É um pacote tecnológico que engloba capacitação e suporte (...). Com a ajuda dos técnicos do Inpe e da OTCA, cada país fará uma customização do software brasileiro. Isso fará com que cada país se torne autossuficiente no monitoramento”, afirma Almeida.



Salas de monitoramento foram instaladas na Bolívia e na Guiana. Em breve, o Peru deve receber a terceira instalação que passará informações ao governo local sobre o bioma. Almeida conta ainda que a OTCA tem plano de centralizar em Brasília o monitoramento da Amazônia e tornar as informações públicas. No entanto, isso ainda deverá ser discutido.







Garimpo ilegal localizado no meio da floresta
amazônica, na Venezuela. Imagem foi feita em 17 de novembro deste ano durante sobrevoo sobre a região (Foto: Jorge Silva/Reuters)Amazônia sob pressão






Um relatório não oficial divulgado no ano passado, apontou que entre 2000 e 2010, a floresta amazônica, distribuída por nove países da América do Sul, perdeu o total de 240 mil km² devido ao desmatamento, o equivalente a uma Grã-Bretanha.



É como se, em 11 anos, “sumisse do mapa” área equivalente a quase seis vezes o tamanho do estado do Rio de Janeiro.



Os números fizeram parte do documento “Amazônia sob pressão”, que reuniu dados coletados por uma associação de organizações não-governamentais.



O relatório mensura ainda possíveis ameaças à floresta, que passa por uma acelerada transformação devido a obras de infraestrutura como hidrelétricas, estradas, além de atividades ilegais como a mineração.



A publicação apontou que o ritmo atual de implantação desses tipos de empreendimentos poderia causar, nos próximos anos, o desaparecimento de até metade da selva amazônica atual, que cobre uma extensão de 7,8 milhões de km², cerca de 12 macrobacias, compartilhadas por 1.497 municípios.



Relatório aponta Brasil como líder em desmatamento

O relatório computou dados da Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela. Entre 2000 e 2010, o Brasil foi o principal responsável pela degradação da floresta (80,4%), seguido do Peru (6,2%) e Colômbia (5%). A quantidade é proporcional à área de floresta englobada pelo país (uma participação de 64,3% no território amazônico).



No fim de 2012, o Ministério do Meio Ambiente divulgou que a Amazônia Legal (área que engloba os estados que possuem vegetação amazônica - todos os da Região Norte, além de Mato Grosso e parte do Maranhão) registrou o menor índice de desmatamento desde que foram iniciadas as medições, em 1988, pelo Inpe.



De acordo com dados do Prodes, entre agosto de 2011 e julho de 2012 houve o desmatamento de 4.656 km² de floresta, área equivalente a mais de três vezes o tamanho da cidade São Paulo. O índice foi 27% menor que o total registrado no período entre agosto de 2010 e julho de 2011 (6.418 km²). Foi a menor taxa desde que o instituto começou a fazer a medição, em 1988.





Imagem de 2010 mostra lote de madeira ilegal confiscado em Belém, no Pará (Foto: Divulgação/Paulo Santos)

Filhotes de tartarugas saem dos ovos e vão em direção ao mar no Suriname

Bebês recém-nascidos foram vistos na Reserva Natural Galibi. Além das ameaças naturais, caçadores roubam ovos para vendê-los.


Bebês recém-nascidos da espécie tartaruga-verde vão em direção ao mar (Foto: Ranu Abhelakh/Reuters)Filhotes de tartarugas-verdes (Chelonia mydas) foram flagrados saindo do ninho e indo em direção ao mar no Suriname. Os animais apareceram no domingo (5) na Praia de Babunsanti, localizada na Reserva Natural Galibi, na margem leste do estuário do rio Marowijne.






Tartarugas marinhas lutam pela sobrevivência no Delta do ParnaíbaFilhotes de tartarugas-marinhas são libertados em praia da IndonésiaEspécie de tartaruga marinha nada diferente no Pacífico e no AtlânticoClima pode reduzir tartarugas no Pacífico em 75% até 2100, diz estudoAlém da ameaça de predadores como abutres, caranguejos e onças-pintadas, esses répteis precisam sobreviver ao ataque de caçadores que roubam seus ovos para vender nas cidades, onde são consumidos.


Para evitar as investidas dos caçadores, o trajeto das tartarugas marinhas até seu novo habitat é normalmente acompanhado de perto por guardas da reserva.







Fêmea de tartaruga-verde põe ovos em ninho na areia no Suriname; ao lado, filhote recém-nascido é acompanhado de perto por guarda da reserva em sua trajetória rumo ao mar (Foto: Ranu Abhelakh/Reuters)



Fêmea de tartaruga-verde volta ao mar após pôr ovos durante duas horas (Foto: Ranu Abhelakh/Reuters)














Detalhe da fêmea de tartaruga marinha dentro do ninho (Foto: Ranu Abhelakh/Reuters)









Fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2013/05/filhotes-de-tartarugas-saem-dos-ovos-e-vao-em-direcao-ao-mar-no-suriname.html

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Pesquisadores da USP desenvolvem cimento ecoeficiente

Agência FAPESP – Uma tecnologia desenvolvida por pesquisadores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) pode auxiliar a indústria cimenteira a atingir dois objetivos: dobrar a produção de cimento para atender a demanda mundial e diminuir a pegada de carbono, uma vez que o setor é um dos que mais emitem dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.




Os pesquisadores criaram uma formulação que substitui grande parte do material responsável pela emissão de CO2 na fabricação do produto, diminuindo a concentração de material reativo produzido a altas temperaturas na composição de cimentos e, consequentemente, na de concretos e argamassas de revestimento, mantendo a resistência dos materiais.



A tecnologia foi testada em laboratório e despertou o interesse de empresas, que analisam a viabilidade do uso em escala na fabricação do material – o segundo mais produzido e consumido no mundo, atrás apenas dos alimentos.



“Em alguns experimentos em laboratório conseguimos reduzir em mais de 70% a quantidade de ligante [fração do cimento com capacidade de reagir com água] em concretos de alta resistência com um produto feito com a formulação”, disse Vanderley Moacyr John, professor do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica da USP e um dos coordenadores do projeto. “Recentemente, conseguimos adaptar a formulação para concretos de mais baixa resistência com metade do ligante usado em um produto convencional.”



De acordo com o pesquisador, que conduziu um projeto com apoio da FAPESP, o cimento tradicional – chamado Portland – é composto basicamente por argila e calcário – materiais extraídos de jazidas, posteriormente moídos e que, quando fundidos em fornos a 1,5 mil graus Celsius, se transformam em pequenas bolotas de clínquer. Esses grãos de clínquer são misturados e moídos com gipsita – a matéria-prima do gesso – até virarem cimento.



Para produzir uma tonelada de clínquer, no entanto, a indústria cimenteira emite entre 800 e mil quilos de dióxido de carbono, incluindo aí o CO2 gerado pela decomposição do calcário e pela queima do combustível fóssil para manter os fornos em funcionamento.



A fim de diminuir as emissões de CO2 na produção de clínquer, nas últimas décadas as indústrias cimenteiras começaram a substituir parte do material por escória de alto-forno – um resíduo da siderurgia – e, mais recentemente, por cinza volante – resíduo de termelétricas a carvão.



O problema dessas duas soluções, contudo, é que a indústria do aço – também altamente emissora de CO2 – e a geração de cinza volante não crescem na mesma velocidade das cimenteiras, inviabilizando as estratégias no longo prazo. “As estratégias utilizadas hoje para mitigar as emissões de CO2 pela indústria cimenteira são insuficientes”, avaliou John.



“Como a escala de produção de cimento é de 3,5 bilhões de toneladas por ano e estima-se que a produção global desse material chegará a 5,5 bilhões anuais até 2050, as indústrias cimenteiras poderão ser responsáveis por até 30% do total das emissões mundiais de CO2, superando muitos países isoladamente”, disse.



Pó de calcário



Segundo o professor da Poli-USP, por causa dessas limitações, a indústria cimenteira também usa desde a década de 1970 outro material candidato a substituir parcialmente o clínquer na formulação de cimento: o filler de calcário cru (pó de calcário).



O filler é uma matéria-prima que dispensa tratamento térmico (calcinação) – processo que, na fabricação de cimento, é responsável por mais de 80% do consumo energético e 90% das emissões de CO2.



A quantidade de filler na fórmula do cimento, contudo, era limitada a, no máximo, 10% no Brasil e em até 30%, em algumas situações, na Europa. Isso porque o calcário é moído junto com o cimento e, como não há controle do tamanho das partículas do material, seu limite de adição é baixo.



Por meio de tecnologias de controle de granulometria de partículas, já usadas em indústrias como a alimentícia e farmacêutica, os pesquisadores da Poli demonstraram em laboratório que combinando granulometrias de pó de calcário é possível aumentar para 70% a proporção do material e diminuir para 30% a quantidade de clínquer na composição do cimento.



“Atualmente, o teor de filler no cimento comercializado no mundo é de 6% e, no Brasil chega, no máximo, a 10%. Já na Europa, em algumas situações, uma tonelada de cimento tem 700 quilos de clínquer e 300 quilos de filler [incluindo outros tipos de filler, além do de calcário cru]”, comparou Bruno Damineli, um dos autores da pesquisa e que realiza pós-doutorado na Poli no âmbito do projeto.



“Demonstramos que é possível inverter essa composição e produzir uma tonelada de cimento com 300 quilos de clínquer e 700 quilos de pó de calcário”, disse.



Além de um padrão controlado do tamanho de grãos, segundo o pesquisador, as partículas de filler de pó de calcário e clínquer precisam receber aditivos químicos dispersantes, como policarboxilatos, que impedem que elas se aglomerem e formem grumos na água.



Como consequência disso, o dispersante reduz a quantidade de água e de cimento necessário para misturar à areia e pedra para produzir e desempenhar o papel de “cola” no concreto usado na indústria da construção civil.



“Os cimentos menos eficientes de modo geral apresentam grumos. Por causa disso são menos reativos e eficientes e requerem uma quantidade muito maior de água para fluir, porque são mais porosos”, explicou Rafael Pileggi, professor da Poli e um dos autores do projeto.



“Como o cimento com mais filler moído precisa de pouca água para fluir, é possível fazer um concreto pouco poroso e mais resistente do que o convencional”, disse Pileggi.



Os pesquisadores também obtiveram resultados semelhantes com outros produtos à base de cimento. Por meio do projeto realizado atualmente com apoio da FAPESP, o grupo de pesquisadores da Poli observou que também se pode reduzir o teor de cimento em argamassa de revestimento (reboco), mantendo a resistência de aderência do material.



“Constatamos que é possível reduzir a quantidade de cimento de argamassa pelo cimento com maior teor de filler moído e que a resistência do material não cai. Estamos demonstrando que a resistência não depende do cimento”, disse John.



Viabilidade técnica



A nova formulação de filler com granulometria controlada, combinada com o uso de dispersantes, abre a janela para produção de cimento com até 70% do material em sua composição, sem perder e até mesmo aumentar a confiabilidade do produto. Dessa forma, a tecnologia permitiria à indústria dobrar a produção de cimento, sem a necessidade de construir mais fornos ou produzir mais clínquer.



O grande desafio, no entanto, é viabilizar a tecnologia na escala da indústria cimenteira e de forma competitiva. “A tecnologia para moer partículas com granulometria controlada já existe, mas nunca ninguém a operou na escala da indústria cimenteira”, afirmou John.



“Será preciso produzir entre 2 e 3 bilhões de toneladas de filler com partículas com tamanho controlado e mais finas do que talco”, comparou.



Segundo os pesquisadores, vários materiais podem ser usados para produzir filler. O pó de calcário, no entanto, atualmente é o melhor candidato para substituir parcialmente o clínquer na formulação de cimento porque oferece menores riscos à saúde do que outros fillers biopersistentes.



Há outros grupos tentando utilizar quartzo finamente moído para essa finalidade. Entretanto, se usado de forma descontrolada, o material pode ser aspirado e causar silicose.



“Não é qualquer material finamente moído que pode ser utilizado para esse fim. É preciso levar em conta questões como a segurança do trabalhador da indústria da construção”, disse Damineli.



A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores da USP despertou o interesse de empresas como a InterCement, a holding para negócios de cimento do grupo Camargo Corrêa. A empresa financia a reforma de um prédio no Departamento de Construção Civil da Poli para sediar um centro de pesquisa em construção sustentável. Coordenado pelos professores John e Pileggi, o centro de pesquisa deverá iniciar suas atividades ainda este ano e, entre outras atividades, deverá avançar no desenvolvimento do cimento ecoeficiente.


Fonte: http://www.institutocarbonobrasil.org.br/noticias4/noticia=733903

Cresce ímpeto para combater mudanças climáticas

Relatório australiano indica que quase todas as principais economias estão adotando medidas para reduzir emissões e aumentar investimento em energias renováveis, mas destaca que esforços ainda não são o suficiente






O pouco progresso visto nas últimas negociações climáticas das Nações Unidas nos faz questionar se os países estão de fato fazendo alguma coisa para combater as mudanças climáticas. Mas segundo um novo relatório do Comitê Climático da Austrália, a resposta é parcialmente positiva: nos anos recentes, os esforços das grandes economias para lidar com o aquecimento global têm crescido cada vez mais.



De acordo com o documento, intitulado The Critical Decade: Global Action Building on Climate Change (A Década Decisiva: Ações Globais Desenvolvidas para Mudanças Climáticas), o ímpeto para combater o aquecimento global está crescendo, e quase todas as principais economias estão adotando medidas para reduzir as emissões e aumentar os investimentos em energias renováveis.



O estudo ressalta, por exemplo, que atualmente 98 países se comprometeram a limitar suas emissões de gases do efeito estufa, e que o número de nações que está estabelecendo um preço para o carbono está crescendo; quatro novos esquemas iniciaram neste ano, operando agora em 35 países e 13 estados, províncias e cidades. Os 48 esquemas em desenvolvimento devem compreender cerca de 880 milhões de pessoas, ou 20% das emissões do planeta.



A capacidade mundial de energia renovável também está crescendo rapidamente; apenas em 2012, aumentou 15%. A capacidade de painéis solares fotovoltaicos cresceu 42%, e a de capacidade eólica, 21%, E a geração total de energias renováveis no mundo deve crescer mais de 40% entre 2011 e 2017.



Além disso, o apoio político tem sido um fator essencial para direcionar investimentos para o combate às mudanças climáticas e para a instalação de capacidade de energia renovável em muitos países.



Os campeões



Em se tratando de ações climáticas, a China e os Estados Unidos se mostraram os países que mais têm desenvolvido esforços para resolver a questão. Juntas, as duas nações produzem cerca de 37% das emissões mundiais, mas a pesquisa afirma que ambas estão a caminho de cumprir seus compromissos climáticos internacionais.



Nos últimos meses, por exemplo, os dois países declararam que vão fortalecer seus esforços, e em abril as nações chegaram a um acordo histórico para combater as mudanças climáticas juntos.



E as ações não estão sendo apenas conjuntas. A China, apesar de ser a maior emissora do mundo, está reduzindo o crescimento de suas emissões, e em 2012, o país também reduziu a intensidade de carbono – o CO2 gerado por cada unidade de PIB – de sua economia mais do que o esperado e diminuiu o crescimento da demanda de eletricidade quase pela metade. Após anos de um acentuado aumento no uso do carvão, a taxa de crescimento caiu substancialmente.



Os chineses também começarão a introduzir sete esquemas de comércio de emissões neste ano, que cobrirão cerca de 250 milhões de pessoas. Em alguns anos, um esquema de comércio nacional deve ser implementado, baseado no modelo dos mecanismos regionais.



Em se tratando de energias renováveis, o país nos últimos anos se destacou como a maior potencia mundial, tomando medidas ambiciosas para adicionar as renováveis ao seu mix energético. Entre 2005 e 2012, a China aumentou sua capacidade de geração eólica em quase 50 vezes, e a quantidade de eletricidade gerada a partir do vento em 2012 foi cerca de 36% maior do que em 2011.



A nova capacidade solar aumentou 75% em 2012, e a capacidade total de energia solar da China deve triplicar para mais de 21 mil gigawatts em 2015. Além disso, em 2012, o país investiu US$ 65,1 bilhões em energia limpa, 20% a mais do que em 2011. Essa quantia foi maior do que a de qualquer outro país, e representa 30% do investimento de todo o G20 no mesmo ano.



Os EUA, apesar de ficarem atrás da China tanto no quesito emissões quanto em ações climáticas, também estão tomando atitudes para reduzir o CO2, diz o documento. Um dos fatores que parece estar aumentando a força das políticas climáticas no país é o fato de o presidente Barack Obama ter definido sua intenção de combater as mudanças climáticas e de que os norte-americanos desempenhem um papel de liderança nesse sentido.



Os números também apontam para essa direção, já que as emissões dos EUA estão caindo. Segundo o estudo, as estratégias políticas, o impacto da recessão econômica e a troca do carvão para o gás contribuíram para isso.



Outros aspectos que estão colaborando são: o estabelecimento do esquema de comércio de emissões da Califórnia, que é a 9ª maior economia do mundo; as políticas para encorajar as energias renováveis; o aumento da capacidade de energia renovável instalada, que quase dobrou entre 2008 e 2012; e os investimentos em renováveis, que em 2012 chegaram a US$ 35,6 bilhões, ficando atrás apenas dos da China.



A boa notícia, é que, de acordo com a pesquisa, as ações climáticas dos dois gigantes estão estimulando os esforços globais para lidar com as mudanças climáticas. Embora os dois países não possam resolver o problema sozinhos, eles estão atuando como líderes nesse processo, incentivando outras grandes economias a investirem em energias limpas e na mitigação das emissões.



Parece, mas não é



Mas apesar dos números impressionantes das duas potências e seus esforços, o relatório aponta que o que está sendo feito ainda não é o suficiente para manter o aumento das temperaturas em 2ºC. O documento indica que as emissões continuam a crescer vertiginosamente, o que é um risco sério para a sociedade.



A pesquisa também enfatiza que essa década deve estabelecer as bases para reduzir as emissões rapidamente para quase zero até 2050, e que o quanto mais cedo isso acontecer, menos prejudicial e caro isso será.



“Essa é a década essencial para acelerar as ações. Todos os países, particularmente os grandes emissores como a China, os Estados Unidos e a Austrália, deve ir além em seus compromissos atuais para reduzir suas emissões mais profunda e rapidamente. Essa é a década essencial para reverter a tendência das emissões globais e estabelecer as bases globais para acelerar as reduções nas próximas décadas”, concluiu o estudo.

  Fonte: http://www.institutocarbonobrasil.org.br/mudancas_climaticas1/noticia=733870

Maioria das empresas não reporta emissões corretamente

Apenas 37% das companhias estariam apresentando seus dados de forma completa e somente 21% são verificadas externamente, afirma uma avaliação da Environmental Investment Organization





Atualmente, é cada vez mais comum que firmas dos mais variados setores façam relatórios sobre sua pegada ambiental e suas emissões de carbono; seja por vontade própria ou pressão dos clientes, as empresas mostram ter cada vez mais consciência das consequências que suas ações têm para o clima.



Mas será que essa transparência em relação às práticas empresariais é verdadeira? Será que as companhias estão realmente reportando todas as suas emissões de CO2 nos documentos elaborados? Infelizmente, uma pesquisa da Environmental Investment Organisation (EIO) sugere que não, e que a maioria das firmas que faz o detalhamento de suas emissões ainda o faz de maneira incorreta e/ou incompleta.



O novo relatório, intitulado Environmental Tracking – Carbon Rankings (Acompanhamento Ambiental – Classificação de Carbono), indica que o nível de divulgação das emissões de gases do efeito estufa (GEEs) entre as 800 maiores empresas do mundo é surpreendentemente baixo.



Segundo o documento, apenas 37% delas estão reportando dados completa e corretamente, adotando princípios básicos do reporte de GEEs, e apenas 21% das firmas têm seus dados verificados externamente.



De todas elas, apenas uma – a companhia alemã de produtos químicos BASF – reporta as emissões de toda a sua cadeia de suprimentos, incluindo viagens de negócios, transporte, distribuição e investimentos, o que a colocou no primeiro lugar do ranking da EIO.



Entre as dez primeiras empresas melhor colocadas estão a canadense BCE, a singapuriana Telecom, a espanhola Telefónica, a britânica BT Group e a alemã Deutsche Telekom. Já entre as piores estão as norte-americanas Phillips 66, Edison International e First Energy e a russa Lukoil, a maioria firmas de petróleo e gás natural.



Em se tratando de países, a Itália e a Espanha dividem o primeiro lugar de nações com mais companhias que reportam completamente suas emissões, com 62%, sendo que 54% são, além disso, verificadas.



Em último lugar ficou Hong Kong, com reporte de 11% das empresas, sendo 9% verificados. O Brasil não aparece em uma posição privilegiada, estando em 16º de 22 posições, com 21% de suas companhias fazendo o reporte completo e 12% fazendo o reporte completo com verificação.



Classificando por continente, o ranking é o seguinte: 35% das firmas europeias reportam suas emissões de forma pública, completa e verificada, 16,67% o fazem de forma pública, completa e não verificada, 34,33%, de forma pública e incompleta e 14% não o fazem.



Entre as norte-americanas, 13% reportam suas emissões de forma pública, completa e verificada, 24,57% o fazem de forma pública, completa e não verificada, 22,33%, de forma pública e incompleta e 40% não o fazem.



Na região da Ásia-Pacífico, 12,33% reportam suas emissões de forma pública, completa e verificada, 14,33% o fazem de forma pública, completa e não verificada, 41,67%, de forma pública e incompleta e 31,67% não o fazem.



Por fim, no BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), 11,04% reportam suas emissões de forma pública, completa e verificada, 7,69% o fazem de forma pública, completa e não verificada, 20,4%, de forma pública e incompleta e 60,87% não o fazem.



“À medida que o mundo se desloca em direção a um modelo de baixo carbono, é extremamente importante que tenhamos acesso a uma base de dados confiável, consistente e comparável de emissões de gases do efeito estufa das maiores companhias do mundo”, colocou Sam Gill, CEO da EIO.



“Isso deve ser um alerta para as companhias. [...] Grandes quantidades de emissões não estão sendo contabilizadas. Não só isso poderia ser uma fonte imensurável de risco para as companhias, mas também significa que não estamos vendo todo o quadro em termos de emissões corporativas”, acrescentou Gill.



O documento enfatiza que, apesar de cada vez mais empresas estarem medindo e reportando seu desempenho ambiental em seus relatórios anuais, a falta de um padrão internacionalmente aceito faz com que o conteúdo desses reportes varie amplamente, o que muitas vezes mostra-se insuficiente para rastrear as reais emissões das firmas.



“Se muitas pessoas começassem a investir em índices de acompanhamento ambiental, a força coletiva do dinheiro indexado [...] poderia alterar a demanda das ações das empresas. Já que os coeficientes de ponderação dentro de um índice são ligados à posição da companhia na classificação de carbono, o preço das ações começaria a se deslocar de acordo com as emissões”, explicou o CEO da EIO.



“Pela primeira vez, seguir um curso ambientalmente prejudicial de ação seria contra os interesses da companhia e de seus acionistas”, concluiu ele.


Fonte: http://www.institutocarbonobrasil.org.br/noticias4/noticia=733890

sábado, 4 de maio de 2013

Por que as abelhas estão morrendo

Desde 2006, uma doença está dizimando abelhas nos Estados Unidos e Europa. As abelhas saem das colmeias para a polinização e simplesmente não retornam, morrendo longe de casa. Em pouco tempo, a colmeia entra em colapso. Esse fenômeno, batizado de Desordem do Colapso das Colmeias, preocupa produtores de mel. Estima-se que a população de abelhas caiu 40% nos Estados Unidos e 50% na Europa nos últimos 25 anos.





As causas desse colapso ainda não estão completamente explicadas pela ciência. Várias teorias foram formuladas, e ambientalistas culpam o uso indiscriminado de agrotóxicos. A situação é tão complicada que a União Europeia baniu, nesta semana, o uso de um tipo de pesticida pelos próximos dois anos.



Na última quinta-feira (2), o Departamento de Agricultura dos EUA publicou um relatório com os resultados de uma pesquisa conjunta envolvendo 175 pessoas, entre cientistas, apicultores, conservacionistas e representantes do governo e das empresas de agrotóxico. O estudo concluiu que pesticidas fazem parte do problema, mas que a morte das abelhas é resultado de uma mistura de vários fatores.



Segundo o relatório americano, as principais causas da morte das abelhas são:



Ácaros parasitas: o ácaro Varroa destructor é considerado pelo relatório americano como o “a principal praga que afeta as abelhas”. Esse ácaro ataca as colmeias, onde se reproduz, e abre as portas para a infecção de vírus nas abelhas. O ácaro foi responsável pelo colapso de colmeias no Havaí e no Canadá.



Pesticidas: uma série de estudos europeus liga diretamente o uso de uma toxina, chamada neonicotinoide, com a morte de rainhas e zangões. Essa toxina é encontrada em pesticidas considerados de pouco impacto ambiental, porque exigem menor quantidade de aplicações na produção, reduzindo o risco de contaminação. Os pesquisadores descobriram que essa neurotoxina estava se concentrando no néctar das plantas, contaminando as abelhas e matando as rainhas. No entanto, os estudos foram feitos em laboratórios, e ainda precisam ser replicados em condições naturais.



Má nutrição: as abelhas também gostam de variar o cardápio, buscando pólen e néctar em diferentes plantas e flores. Mas a expansão de monoculturas, que se espalham por grandes áreas com um único tipo de produção, reduz a variação e compromete a nutrição das abelhas, deixando-as mais fracas e vulneráveis a doenças.



Baixa diversidade genética: as técnicas de produção e apicultura diminuíram a diversidade nos genes das abelhas de uma colmeia. Quando essa variedade de genes é pequena, aumenta a incidência de doenças, as abelhas são menos produtivas e mais vulneráveis ao ácaro Varroa destructor.



O colapso das colmeias coloca em risco não só as abelhas, mas toda a produção de alimentos, já que as lavouras de grãos e frutas dependem da polinização. No Brasil, alguns apicultores enfrentaram problemas, mas não na mesma intensidade da morte das abelhas nos EUA e Europa.

Coala encontrado em área desmatada na Austrália é libertado; veja vídeo

Vídeo mostra momento em que animal escala rapidamente árvore.

Foto com marsupial em floresta destruída causou mobilização na internet.



Vídeo publicado na internet mostra o exemplar de coala sendo libertado na Austrália e escalando rapidamente uma árvore (Foto: Reprodução/YouTube/Peter O'Brien)

Ambientalistas da Austrália divulgaram um vídeo que mostra um exemplar de coala sendo libertado na natureza, após ter sido resgatado em uma área onde uma floresta de pinheiros havia sido destruída completamente.



Segundo a organização não-governamental Wires, o coala foi encontrado em 9 de abril na região de Bathurst, no estado de Nova Gales do Sul.

De acordo com a ONG, o animal estava sozinho, aparentemente confuso, em sentado em meio ao desmatamento quando foi visto por um trabalhador.

Ele foi levado para observação pelos ambientalistas e a foto do coala em meio à floresta destruída gerou comoção nas redes sociais e na imprensa internacional.

Após o resgate, um vídeo postado no YouTube pelo usuário Peter O’Brien, que foi disponibilizado no site da ONG australiana, mostra o mesmo coala, dias depois, sendo libertado na natureza. De acordo com os ambientalistas, o animal estava “obviamente feliz em voltar a um local que havia árvores para subir”.

Coalas ameaçados

Os coalas da Austrália corre o risco de desaparecer nos próximos 50 anos. Estimada atualmente entre 50 mil e 100 mil exemplares, a população desse marsupial australiano sofreu forte declínio entre os séculos 19 e 20, e, de acordo com um estudo , nas últimas duas décadas a quantidade de exemplares distribuídos pela Oceania caiu 42%.

Esta espécie costuma viver em cima de árvores de eucalipto, cujas folhas servem como alimento, e passa a maior parte do tempo dormindo. Os ecologistas atribuem a queda do número de coalas à destruição de seu habitat -- provocado pelo desenvolvimento humano e a mudança climática -- e à doença clamídia.

A bactéria causadora da doença, contra a qual os cientistas estão pesquisando uma vacina, produz lesões nos genitais e nos olhos dos coalas, causando infertilidade e cegueira e os consumindo lentamente até a morte.

Estudiosos australianos cobram do governo a criação de uma lista de espécies ameaçadas de extinção, no intuito de proteger o coala, símbolo do país. Eles afirmam que o avanço das zonas urbanas sobre as regiões de proteção ambiental tem afetado esses animais.a população de coalas, estimada entre 50 mil e 100 mil exemplares.



A comunidade científica pede inclusive que o Senado fique atento a este assunto para evitar a extinção da espécie Os pesquisadores pedem que os estados reconheçam o risco de extinção, em vez de apenas classificar os animais como "vulneráveis" ou "em situação de risco".

Imagem de 9 de abril mostra exemplar de coala "desolado" em uma área que abrigava uma floresta de pinheiros, que foi destruída (Foto: Reprodução/Facebook/Wires)

Amizade entre filhotes de tigre, leão e macaco é registrada em zoo da China

Primata e felinos, nascidos há poucos dias, vivem na cidade de Shenyang. Macaco e leão são os 'mais unidos', segundo funcionários do zoológico.

Um raro flagrante de convivência entre animais de três diferentes espécies foi feito no zoológico Guaipo Manchurian, na cidade de Shenyang, na China.




A imagem, divulgada nesta sexta-feira (3) pela agência de notícias Reuters, mostra um bebê macaco apoiado nas costas de um filhote de leão e, ao lados dos dois “amigos”, estão outros dois filhotes de tigre, que tiram um cochilo na grama.



A amizade incomum entre o leão, que tem pouco mais de 30 dias de vida, e o pequeno primata, nascido há 18 dias, surpreendeu os tratadores do zoo chinês.



Desde o nascimento dos dois animais eles são alimentados por funcionários do local, já que suas mães não fornecem leite materno para amamentação.





Um raro flagrante feito em um zoo da China: quatro filhotes de três diferentes espécies interagem em um mesmo ambiente. Um macaco ficou amigo do leão e ambos convivem tranquilamente com outros dois filhotes de tigres, que não estão nem aí para o que está acontecendo e só querem "tirar um cochilo". (Foto: Reuters)     Fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2013/05/amizade-entre-filhotes-de-tigre-leao-e-macaco-e-registrada-em-zoo-da-china.html

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